Início / Versão completa
Mais Notícias

Redução de 33,6% das mortes violentas no Acre se deve às operações das polícias na luta contra as organizações criminosas, diz delegado

Por Redação Juruá em Tempo. 25/02/2022 07:40 Atualizado em 25/02/2022 07:41
Publicidade

POR WILLAMIS FRANÇA, DO NOTÍCIAS DA HORA – No podcast Conversa Franca desta quinta-feira (24), o convidado foi o delegado responsável pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Felipe Martins. Ele bateu um papo comigo e trouxe informações importantes a respeito do combate às facções criminosas no Acre.

Publicidade

O delegado, que é natural do Rio de Janeiro, e assumiu a missão de coordenar uma das delegacias especializadas mais complexas do estado, é servidor público há 20 anos. Antes de ser delegado de Polícia Civil e assumir o cargo em 2020, ele era agente da Polícia Civil no Rio de Janeiro. Felipe Martins comentou sobre os tentáculos das facções criminosas do Brasil, como se originaram e como são articuladas em cada estado da federação.

O delegado destacou, durante o podcast, as ações realizadas pela Draco. Ele salientou que líderes regionais das organizações criminosas foram presos após o trabalho coordenado por ele e seus investigadores. Para a autoridade policial, não basta prender só os cabeças da facção, mas também descapitalizar a organização criminosa para que quando ele [o cabeça] sair do presídio não tenha capital para voltar ao crime.

O número de assassinatos no Brasil caiu 7% em 2021 na comparação com o ano anterior. É o que mostra o Índice Nacional de Homicídios, com base em dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. O delegado relatou a redução de 33,6% de mortes violentas no Acre. O estado ganhou destaque nacional com o menor índice entre os 26 estados.

Publicidade

“Esse é um trabalho conjunto. A partir do momento em que você identifica essas pessoas e consegue retirá-las de circulação, você desarticular e você reflete nesses entes, inclusive a Delegacia de Homicídios foi divulgado no mês passado: conseguiu alcançar um índice de resolução de 70%. Então, assim, os outros estados da federação chegam a 20% no máximo. Esse trabalho também da Delegacia de Homicídios de conseguir identificar muitas mortes ligadas a essa disputa no passado. De 2015 a 2018 eu não estava aqui ainda mas eu acompanhava, depois a partir do momento que eu comecei as etapas do concurso público aqui, comecei a acompanhar notícias e vi a questão de queima de ônibus e de impor toque de recolher à noite e tudo mais. Então foi todo um trabalho de justamente prender essas lideranças separá-las dentro do sistema prisional, começar a identificar. Se você pratica um crime e logo a Polícia consegue investigar, consegue identificar e prender essas pessoas, você tira aquela pessoa que pode continuar praticando aqueles crimes e você mostra para a sociedade tanto aquelas pessoas de bem, que são a maioria, tanto o criminoso que o Estado está trabalhando e todo aquele que violar a lei vai ser responsabilizado e vai ser identificado e responsabilizado”, comentou o delegado.

Felipe Martins também comentou sobre a atuação de outros órgãos que trabalham para coibir a prática criminosa em nosso estado. “Então tem muito isso o trabalho da Denarc, o trabalho da Draco, o trabalho da Delegacia de Homicídios as delegacias regionais, o trabalho ostensivo também da Polícia Militar, o trabalho da Polícia Federal e a gente procura fazer todo esse trabalho em conjunto. O Grupo de Atuação do Ministério Público, o Gaeco. O fato que é definido como crime ou como contravenção penal e começa ali, exceto os crimes militares e exceto aqueles crimes que são de interesse da União os crimes federais que a Polícia Federal atua, mas qual é a nossa função de polícia judiciária? É começar a reunir, a investigar e reconstruir aquele fato. A Polícia Civil, a Polícia Federal, a partir do momento em que o fato ocorre: investigar, identificar e também prender essas pessoas e a partir daí poder entregar o material de qualidade de investigação para que o Ministério Público, titular da ação penal privada, que ele possa oferecer a denúncia. A partir daí ocorre um julgamento ao acusado. Lhe é dado o direito de ampla defesa e contraditório e depois é dado uma sentença. Então esse trabalho aqui, esses números são reflexo desse trabalho. Um trabalho que a cada dia é feito por muitas mãos. Um trabalho que deve ser sempre objetivando essa redução e trazer a tão falada e tão sonhada paz, a sensação de segurança para a população”, finalizou o delegado Felipe Martins.

Acompanhe este super bate papo através do canal no YouTube:

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.