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Deputados gastaram mais de R$ 1,3 milhão com táxi aéreo em 2021

Por Redação Jurua em Tempo 13/03/2022 18:52
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Deputados federais gastaram, somente no ano passado, R$ 1,334 milhão de verba pública com fretamento ou locação de aeronaves.

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No total, 34 parlamentares da Casa usaram o serviço. A despesa mais alta registrada chegou a R$ 42 mil pelo frete de uma aeronave. A maioria dos que usaram verba pública com essa finalidade foi eleita por estados das regiões Norte e Nordeste do país, com exceção dos deputados Ricardo Barros (PP), do Paraná, Paulo Abi-Ackel (PSDB) e Stefano Aguiar (PSD), de Minas Gerais.

O dinheiro faz parte da chamada cota parlamentar, que é usado pelos deputados para custear despesas típicas do exercício do mandato.

Os dados foram levantados pelo Metrópoles junto à Transparência da Câmara dos Deputados.

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O valor registrado em 2021 caiu em comparação aos anos anteriores. Em 2020, deputados usaram R$ 1,532 milhão com táxis aéreos, e, em 2019, R$ 1,465 milhão.

O montante gasto no ano passado, porém, pode ser maior. Os parlamentares têm até 90 dias para apresentar a documentação comprobatória do gasto. Esse período ainda não acabou.

No ano passado, o líder de gastos com táxi aéreo foi o deputado Sidney Leite, do PSD do Amazonas, que usou R$ 240,7 mil com a modalidade. Ele também liderou o ranking em 2020, mostra o levantamento. Confira a lista:

Leite alegou que a maior parte do interior do Amazonas é inacessível via estrada.

“Ou se vai de barco ou se chega de avião. Os deslocamentos de lancha e de carro, eu nem solicito reembolso, eu custeio com meus próprios recursos mesmo”, afirmou, ao ressaltar que o Amazonas é o maior estado da Federação em tamanho territorial. “Para se fazer presente no interior, tem que fretar avião.”

O segundo e o terceiro deputados que mais usaram cota parlamentar com fretamento de aeronave também são do Amazonas. Átila Lins (PP-AM) e Silas Câmara (Republicanos-AM) gastaram, respectivamente, R$ 229,1 mil e R$ 92,1 mil.

“O Amazonas tem 1,5 milhão de quilômetros quadrados. Vinte e dois mil quilômetros de rios navegáveis. Sessenta e um municípios espalhados nesse percurso e apenas metade deles tem aeroporto. Então, ou você vai de aeronave, inclusive anfíbia em alguns casos, ou você não vai”, explicou Câmara, ao Metrópoles.

Lins foi procurado na sexta-feira (10/3), via gabinete, mas não respondeu. O espaço segue aberto.

Fonte: Metrópoles

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