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Estudante que tirou 980 na redação do Enem morre no AC enquanto tentava transferência em UTI aérea

Por Redação Jurua em Tempo24 de março de 20224 Minutos de Leitura
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A estudante Aline Cabral Moreira, de 18 anos, que ainda tinha muitos sonhos para realizar, teve todos eles interrompidos, nessa quarta-feira (23), após sofrer um Acidente Vascular Encefálico (AVE) e não resistir. Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Rio Branco, com um quadro grave de pneumonia. A família tentava fazer a transferência dela em uma UTI aérea mas, devido o quadro grave, não resistiu e acabou falecendo.

Aline tirou uma nota de 980 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tinha passado em 7° lugar no curso de direito da Universidade Federal do Acre (Ufac) mas não se matriculou porque sonhava com medicina e estava na 10ª posição da lista de espera da segunda chamada do curso.

“Era uma jovem cheia de sonhos, estava tirando a habilitação, tinha comprado ingresso para o Rock in Rio, era maravilhosa, muito estudiosa e sempre tirou as melhores notas. Por dois anos tirou nota de 980 na redação do Enem. Ajudava os colegas auxiliando com consultoria para redação. Era uma menina muito meiga, estudiosa e só trouxe orgulho e alegria para a nossa família”, contou a tia da jovem, Katia Pinheiro.

Aline Cabral fez 980 pontos na redação do Enem e queria fazer medicina — Foto: Arquivo pessoal

Quadro grave

Katia contou que Aline entrou no hospital com dor no estômago e vômito, na sexta-feira (18), foi medicada com soro e voltou para casa no sábado (19) pela manhã.

“Quando foi no final da tarde de sábado ela continuou se sentindo mal e não parava de vomitar, estava fraca e voltamos com ela, a pressão também estava muito baixa e não estabilizava. Então, eles tomaram como procedimento aplicar um cateter e aplicaram os remédios necessários. Na segunda [21] os médicos avaliaram a necessidade de intubar e foram feitos os procedimentos e ninguém descobria, fizeram exame de Covid, mas não deu. Estava com uma pneumonia muito forte e, até então, a gente não sabe o que ocasionou esse Acidente Cardiovascular Encefálico nela”, relembrou.

Katia disse que no atestado de óbito a morte de Aline foi devido ao Acidente Vascular Encefálico, coagulação intravascular disseminado, choque séptico e broncopneumonia.

Com o quadro grave da estudante, a família fez uma mobilização para arrecadar dinheiro para fazer a transferência dela por meio de uma UTI área, mas as condições clínicas dela não permitiram a transferência.

“O fato de ela não ter viajado não foi por falta de recursos, porque já estávamos com parte do dinheiro, foi porque ela não teve condições clínicas. Não tinha como. Todo dia a gente esperava uma melhora médica da Aline para embarcar com ela. Foi uma coisa sobrenatural que nem os médicos entendem, nem a família, porque uma menina tão jovem partir tão rápido. A gente viu muitos comentários, mas a questão foi mesmo a condição clínica dela”, explicou.

Katia falou ainda que após o período do funeral, a família, que ainda está muito abalada, vai prestar contas do que foi arrecadado por meio da mobilização.

“A gente fez de tudo, fizemos campanha, reunimos os amigos e foi muito rápido a gente conseguiu reunir uma boa quantia e, quando passar tudo isso, vamos reverter em caridade e prestar conta, mas esse não é o momento porque ainda estamos muito abalados e temos que tratar da questão do velório”, contou.

Legado

Apesar de o exame para a Covid-19 ter sido negativo, a tia disse acreditar que ela pode ter contraído a doença em algum momento, sem sem manifestar os sintomas, o que pode ter ocasionado a pneumonia forte já que ela nunca apresentou quadro da doença antes. Inclusive, Aline perdeu o pai para a Covid em março do ano passado.

“O exame dela deu negativo, mas tudo indica que ela pode ter tido a doença que não se manifestou, apesar de ter dado negativo o exame.”

Mesmo com o pesar, a tia diz acreditar que a jovem deve deixar um legado de sua trajetória, mesmo que tão curta.

“Espero que a imagem da Aline permaneça, porque se formou uma corrente de ajuda, oração. Ela veio para passar uma mensagem para as pessoas, a gente não sabe ainda, mas tenho certeza que foi para mexer alguma coisa e vai mudar a vida das pessoas. Peço a Deus forças, porque ela era como uma filha para mim. Ela entrou andando no hospital e o que poderia ter sido uma intoxicação alimentar, uma dor de barriga e vômito se tornou nisso e ela não voltou para casa”, concluiu.

  • Por G1 Acre
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