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Invasão russa está ‘amplamente paralisada’, diz inteligência britânica

Por Redação Juruá em Tempo. 17/03/2022 07:19 Atualizado em 17/03/2022 07:21
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Em seu relatório de inteligência mais recente, publicado nesta quinta-feira, 17,  Ministério da Defesa do Reino Unido afirmou que a invasão da Rússia à Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro, está “amplamente paralisada em todas as frentes”.

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“Forças russas tiveram progressos mínimos  por terra, mar e ar nos dias recentes e continuam sofrendo perdas intensas”, diz o documento. “Resistência ucraniana continua firme e bem coordenada. A vasta maioria do território ucraniano, incluindo todas as grandes cidades, continua sob mãos ucranianas”.

Apesar dos avanços mais lentos do que o imaginado, sobretudo em direção à capital, Kiev, ataques ainda são constantes. Na quarta-feira, Kiev a segunda maior cidade do país, Kharkiv, foram alvos de bombardeios.

Na capital, que estava sob toque de recolher de 35 horas até a manhã desta quinta-feira, as bombas atingiram o distrito de Shevchenkivskyi e dois prédios foram danificados. Um deles chegou a pegar fogo, que foi controlado. Ao menos duas pessoas ficaram feridas.

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Já em Kharkiv a situação foi pior. Segundo autoridades ucranianas, dois edifícios foram destruídos e pelo menos duas pessoas morreram. Os ataques ocorreram no distrito de Nemyshlyansky. Quatro pessoas foram resgatas dos escombros ainda com vida.

De acordo com a agência de serviços de emergência de Kharkiv, ao menos 500 civis morreram em bombardeios russos até o momento. O número pode até ser maior, já que funcionários dos serviços de resgate ainda trabalham nos escombros de prédios e o conflito continua.

Mais tarde, o conselho da cidade portuária de Mariupol, afirmou que forças russas bombardearam um teatro onde cerca de 1.200 civis estavam abrigados. Ainda não se sabe o número de feridos ou mortos em decorrência do ataque aéreo.

A cidade portuária é alvo de bombardeios intensos desde que foi cercada por tropas russas, em 2 de março. Desde então, os cerca de 400.000 habitantes que continuavam em Mariupol sofrem com falta de acesso a água, alimentos e medicamentos.

Negociações
Na terça-feira, representantes russos e ucranianos se encontraram para a quinta rodada de negociações, após uma “pausa técnica” para “trabalho adicional de subgrupos de trabalho e esclarecimento de definições individuais”.

Os outros encontros renderam entendimentos escassos para proteção de civis, e a terceira rodada de conversas terminou com “pequenos desenvolvimentos positivos”, segundo um representante ucraniano. Apesar do tom mais positivo, a implementação de corredores humanitários, que têm objetivo de facilitar a retirada de civis e a entrada de itens básicos como remédios, tem se mostrado difícil em cidades afetadas pela guerra.

Ainda no âmbito diplomático, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou na quarta-feira que partes do acordo negociado com a Ucrânia para tentar encerrar o conflito estão perto de serem fechadas. Segundo o chanceler, a neutralidade de Kiev, um dos principais pontos de embate entre os países e exigência de Moscou para acabar com a guerra, está sendo seriamente discutida.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre refugiados aponta que mais de 3 milhões de pessoas já deixaram a Ucrânia desde o início da invasão russa ao país. A maioria – mais de 1,8 milhão – buscou refúgio na Polônia, país que é possível chegar de transporte terrestre e que faz parte da Otan.

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