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“Nós, povos indígenas, estamos organizados e resistindo”, diz Francisco Piyãko em painel sobre desmonte das políticas públicas

Por Redação Jurua em Tempo 24/03/2022 18:37
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Na semana em que se comemora o Dia Internacional das Florestas e o Dia Mundial da Água, o programa Fala FADS, exibido na TV GGN, promoveu na última quarta-feira, 23, um debate sobre desmatamento e desmonte das políticas públicas no governo Bolsonaro.

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O debate reuniu lideranças de diferentes segmentos da sociedade: Francisco Piyãko, liderança do povo Ashaninka no Acre e Coordenador da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (Opirj); Herman Oliveira, secretário executivo do Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Formad); Rodrigo Agostinho, deputado federal, advogado e ambientalista; e Suely Araújo, urbanista, advogada e doutora em Ciência Política.

Agregando a visão e experiências dos povos originários, Piyãko observou a maneira nefasta como os governos têm atuado para suprimir direitos e conquistas dos povos da floresta.

“Nós, povos indígenas, temos a sensação de que o Estado Brasileiro está trabalhando contra a gente. Porque os instrumentos que deveriam nos proteger, o Executivo e o Legislativo, eles alinharam com a ideia de destruição da floresta e retirada de direitos. O que a gente espera é que o povo brasileiro reconheça, aqueles que elegeram esse governo e parlamentares, a gravidade dessa situação e procure corrigir isso. Porque todo o povo brasileiro está pagando um preço muito”, destacou Francisco.

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Ainda segundo Piyãko, a destruição da Amazônia e dos biomas brasileiros afeta a todas as pessoas, sejam elas urbanas, das florestas ou dos campos. “O país está entrando para uma situação futura, bem próxima, de calamidade. O aquecimento global é a prova disso, a Ciência já deixou isto muito claro”, destacou.

A expectativa da liderança indígena é que esse momento de retrocesso e desmonte das políticas públicas seja superado. “Espero que tudo isso passe. Nós, povos indígenas, estamos organizados e resistindo. Mas, isso é muito ruim. Estamos gastando nosso tempo em busca de manter direitos já conquistados, quando poderíamos estar avançando em outras frentes. A gente tem que deixar as nossas famílias nas aldeias para estar em luta e não é tempo mais para isso. O Brasil não merece mais passar por isso”, salientou.

 

 

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