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Acre

No Acre, preço da carne vermelha pode disparar caso o governo decida reduzir ICMS para venda de bezerros

Por Redação Juruá em Tempo. 12/04/2022 11:41 Atualizado em 13/04/2022 13:38
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O governador Gladson Cameli estava prestes a assinar um decreto que visava reduzir em 66,67% sobre a base de cálculo do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) nas operações interestaduais com bezerros, mas resolveu adiar na última segunda-feira (11). De acordo com Cameli, ele está aguardando um alinhamento com o governo de Rondônia para tomar a decisão. Vale destacar que, Acre e Rondônia foram autorizados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) a vender cada um 500 mil cabeças até o dia 31 de agosto com a redução.

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A proposta de redução é vista com bons olhos pelos produtores de bezerro que visam vender os animais para compradores de fora do Acre, aumentando assim, a margem de lucro. Porém, isso pode ser um motivo para inflacionar o preço da carne vermelha. O Acre registra 3,8 milhões de cabeças de gado, o efeito a curto e longo prazo deste decreto seria a quebradeira dos frigoríficos instalados no Estado e também a falta de produto para abate nos próximos 2 anos, encarecendo ainda mais a carne. Cerca de 11% do rebanho pode ser comprometido.

Em entrevista na manhã desta segunda, Gladson Cameli disse que a redução da ICMS do bezerro tinha como objetivo beneficiar pessoas de baixa renda. “Eu preciso que quem mais precisa, que é a população de baixa renda, possa ter certeza que ela pode comer uma carne, um filezinho, não só comer o osso, nós temos que comer o filé. Não adianta eu comer o filé se o povo não comer. Todo mundo tem que ter. E é isso que eu quero. Não estou com demagogia aqui. Esse é o meu jeito. Então eu preciso que as pessoas entendam que nós temos que olhar para quem mais precisa. Pasto cheio de boi não quer dizer que o Acre está com a economia forte, não. Nós temos que estar com hoje cheio de boi e amanhã sem nenhum porque está vendendo e a economia está girando”
afirmou.

Especialistas acreditam que a melhor maneira de baratear o preço da carne a curto prazo é reduzir o ICMS do abate do animal que no início da atual gestão subiu de 2% para 2,5%, tendo um incremento de 25% em relação aos anos anteriores. Com o decreto prestes a ser oficializado, o estado acreano poderá deixar de arrecadar por baixo mais de R$ 100 milhões, o que pode resultar em falta de recursos para a saúde, segurança, educação e custeio da máquina pública.

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