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“Pensamos o planeta como nossa Casa”: povo Ashaninka deixa mensagem de união em exposição de Sebastião Salgado

Por Redação Juruá em Tempo.22 de abril de 20224 Minutos de Leitura
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As lideranças indígenas dos povos Ashaninka e Yawanawa, Francisco Piyãko, Wewito Piyãko e Biraci Brasil, participaram na noite desta quarta-feira, 20, no Sesc Pompéia, em São Paulo, do debate sobre a situação das terras indígenas no Acre, promovido durante a exposição “Amazônia”, do fotógrafo e ativista internacional Sebastião Salgado.

Em sua fala, Francisco contou sobre como o povo Ashaninka do Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo (AC), conquistou a demarcação e em seguida recuperou a região, que estava devastada. Atualmente, a Terra Indígena Kampa do Rio Amônia é constituída de vasta diversidade em fauna e flora, e fartura de alimentos produzidos por meio do sistema agroflorestal e dos roçados tradicionais, cultivados pela comunidade.

“O nosso povo tem um entendimento de que não há vida sem floresta, sem essa natureza. Nós nascemos e vivemos dela, nos comunicamos com ela e, por isso, sabemos dos seus limites, bem como o que ela tem a nos oferecer. Não nos vemos desligados da natureza, vemos a vida a partir da responsabilidade de não agredir essa corrente. Os indígenas sabem disso, os cientistas também já comprovaram isso. Se a gente não cuidar e se isso não for entendido e compreendido pela alma da gente e pelo Espírito, a gente não sustenta e cuida do Planeta”, endossou Francisco.

Francisco também destacou o olhar global que os povos indígenas possuem e que, muitas vezes, os não-indígenas ignoram. “Nós estamos lá dentro da floresta e conseguimos enxergar vocês aqui, já vocês não conseguem enxergar a gente lá. Talvez, tenhamos uma visão mais global, pois estamos preocupados com o Planeta. E isso é um grande diferencial, pois quando pensamos em desenvolver, pensamos de maneira compartilhada, com o todo”, destacou.

Francisco Piyãko fez uma crítica ao garimpo, exploração de minérios e o comércio, observando que “não faz sentido” tirar ouro da natureza, já que não há uma relação de benefício à natureza e às pessoas. “Outra coisa que não faz sentido é o acúmulo de riquezas. O tempo é outro. Quanto mais você acumula riquezas, mais paredes vocês criam para ‘se proteger’. Isso não faz sentido! Para nós, o que nos protege é a floresta”, disse.

O presidente da Associação Apiwtxa, Wewito Piyãko, que também participou do debate, chamou a atenção para a importância da união entre os povos. “É necessário que estejamos juntos, indígenas e não indígenas, na defesa do Planeta. No nosso território, por exemplo, há muitos anos seguimos resistindo e lutando contra invasores madeireiros e caçadores. Para isso, criamos um diálogo constante com as comunidades vizinhas para que juntos possamos cuidar de nossos territórios”, afirmou.

Outro ponto importante abordado por Wewito foi a construção da estrada UC-105, que liga o Peru à região do Vale do Juruá, no Acre, e afeta diretamente os territórios indígenas e áreas de reservas. “A estrada que estão construindo já saiu no nosso rio Amônia. E esse é um caminho de coisas ruins, pois vão desmatar a nossa floresta, poluir as nossas águas, invadir nossos territórios. Não estamos protegendo a floresta apenas para nós, mas, para o mundo. E para que as pessoas compreendam mais a nossa luta, história e conhecimentos, passamos a trabalhar a comunicação e mostrar para o mundo. Pois, nós não somos atrasados, como dizem, somos avançados dentro do nosso conhecimento e da floresta”, afirmou, encerrando sua participação com um canto tradicional do povo Ashaninka.

Mediado pelo jornalista Leão Serva, a conversa tratou da situação dos povos indígenas que vivem no território acreano e como se dão os conflitos gerados a partir da construção de estradas que cortam a região. O painel pode ser visto no canal de Youtube do Sesc Pompeia: https://www.youtube.com/watch?v=222yKbvWfA0&t=763s

  • Assessoria Apiwtxa.
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