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Acre

Acre tem redução de 9% no desmatamento nos últimos 9 meses, segundo Imazon

Por redação. 20/06/2022 13:27 Atualizado em 22/06/2022 11:12
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O estado do Acre é um dos que apresentaram redução nos números relativos ao desmatamento no período de agosto de 2021 a maio de 2022, segundo dados do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008.

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De acordo com o boletim referente a maio de 2022, o Acre foi o penúltimo estado da Amazônia Legal, com 3% do desmatamento detectado neste mês pelo SAD, ficando à frente do Maranhão, que teve 2% do total, que foi 1.476 quilômetros quadrados, 31% em relação a maio de 2021, quando o desmatamento somou 1.125 quilômetros quadrados.

Distribuído pelos estados da Amazônia Legal, o desmatamento detectado em maio de 2022 ocorreu no Amazonas (38%), Pará (32%), Mato Grosso (13%), Rondônia (12%), Acre (3%) e Maranhão (2%). Já as florestas degradadas na região somaram 65 quilômetros quadrados em maio de 2022, o que representa um aumento de 67% em relação a maio de 2021.

O dado positivo para o Acre aparece quando são contabilizados os números referentes ao período dos últimos nove meses, de agosto de 2021 a maio de 2022, quando o estado registrou uma redução de 9% com relação ao período anterior – de 2020 para 2021, o Acre teve 528 km² de desmatamento detectado pelo SAD, nesse intervalo. De 2021 para 2022 foi de 480 km².

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Porém, na Amazônia Legal, de maneira geral, mesmo após a explosão do desmatamento no ano passado, o ritmo de destruição da floresta amazônica segue crescendo neste ano. De janeiro a maio de 2022, a Amazônia perdeu mais de 2 mil campos de futebol por dia de mata nativa, a maior devastação dos últimos 15 anos para o período.

De acordo com os dados do SAD, foram derrubados 3.360 km² em apenas 151 dias, de janeiro a maio, uma área três vezes maior do que Belém. Apenas em maio, foram desmatados 1.476 km², o que representa 44% do acumulado do ano. Em comparação com maio de 2021, quando foram destruídos 1.125 km², pior marca para o mês em 14 anos, a devastação cresceu 31% em 2022.

Amazonas lidera
Entre os nove estados que compõem a Amazônia Legal, o que mais perdeu floresta em maio foi o Amazonas, onde o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira foram mortos. Foram 553 km² de floresta destruídos, 38% do registrado em toda a região. Isso representou um aumento de 109% em relação ao desmatamento identificado no estado em maio do ano passado: 264 km².

No Amazonas, a devastação avança nas divisas com o Acre, Rondônia, Mato Grosso e Pará. Apenas uma cidade, Apuí, concentrou 214 km² de desmatamento em maio, área equivale a 39% de toda a devastação registrada no estado, sendo o município que mais destruiu a Amazônia no mês. Outros três municípios amazonenses: Lábrea, Novo Aripuanã e Manicoré, estão na lista dos 10 mais da destruição da Amazônia.

Pará, Mato Grosso e Rondônia
O segundo estado que mais desmatou a Amazônia em maio foi o Pará, com 471 km² (32%). Em solo paraense, um dos grandes problemas é o avanço da devastação sobre áreas protegidas, como unidades de conservação (UCs) e terras indígenas (TIs). Seis das 10 UCs e quatro das 10 TIs mais desmatadas na Amazônia ficam no Pará.

Em relação às unidades de conservação, apenas a APA Triunfo do Xingu, que ocupa o topo do ranking das mais desmatadas na Amazônia, registrou 29% de toda a destruição no Pará: 135 km². E a terra indígena Apyterewa, que sofreu invasões de grileiros em maio, foi a mais desmatada da região, com 5 km² de floresta derrubados.

Já Mato Grosso, que ficou por quatro meses consecutivos como o estado que mais desmatou na Amazônia, ocupou a terceira posição em maio, com 196 km² (13%). Rondônia ficou em quarto, com 178 km² (12%).

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