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domingo, junho 26, 2022

Líderes indígenas buscam unificar pautas e representação no Congresso Nacional e Assembleia Legislativa

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Os líderes indígenas Francisco e Isaac Piyãko, pré-candidatos respectivamente a deputado federal e estadual, visitaram nesta semana o povo Yawanawá, com quem têm uma longa relação de aliança. Na aldeia Yawaxivã, os Piyãko estiveram reunidos com Joaquim Tashka e com os representantes das aldeias Mutum, Escondido, Amparo e Matrinxã.

Durante a reunião, Francisco Piyãko lembrou das lutas passadas pela demarcação das terras, saúde e educação e de como essas conquistas estão ameaçadas no contexto político atual. “Estamos assistindo hoje a uma política que não é favorável aos povos indígenas. Hoje estamos vendo muitas dessas conquistas ameaçadas. Por isso, mais do que nunca precisamos ter uma voz, uma representatividade para defender nossos direitos”, disse Francisco Piyãko.

As lideranças presentes concordam com a urgência de aumentar a representação indígena na política, diante deste cenário. “No século XXI não dá mais para o povo indígena ficar no anonimato. O povo indígena precisa ser protagonista de seu próprio futuro. É muito importante essa coragem de Francisco e Isaac em disputar essa eleição”, disse Joaquim Tashka.

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Na ocasião, Tashka defendeu a unidade dos povos indígenas do Acre em torno do nome de Francisco, como forma de garantir a vitória. “O povo indígena precisa ter essa consciência de que juntos somos mais fortes. Juntos somos capazes de participar da política estadual e federal fazendo valer a nossa luta que não é de agora, mas que foi do passado, que é do presente e do futuro”, concluiu.

A estratégia de lançar Isaac e Francisco Pianko visa potencializar as intenções de voto em ambos. Ex-prefeito de Marechal Thaumaturgo, Isaac é conhecido no restante do estado entre os professores indígenas pelo trabalho realizado na organização da educação. “Issac tem uma história muito admirável junto aos professores, é um prazer estar com ele nessa luta, ele tem um caminho muito bem trabalhado. Queremos estar juntos por acreditarmos que ele pode fazer muito mais”, disse a professora Maria Julia Yawanawá, da aldeia Mutum.

“Conhecemos aqui algumas lideranças, professores e agentes agroflorestais e sempre somos bem recebidos pelo povo Yawanawá que tem esse espírito de recepção. Viemos conversar com as lideranças e entender um pouco do contexto político local, a relação que eles têm com as administrações que eles já apoiaram”, disse Isaac Piyãko.

A visita dos Piyãko segue rio acima, num encontro com o cacique Biraci Brasil Yawanawá reunindo-se com os moradores das aldeias Nova Esperança e da Aldeia Sagrada.

  • Por Leandro Altheman.
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