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Policial Militar do Acre conclui curso de Ações Táticas no Amazonas

Por redação. 27/06/2022 11:09
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Se uma pessoa pudesse ser resumida em uma palavra, a que melhor representaria o cabo Talisson Ruy Batista da Silva, de 33 anos, seria superação. Neste domingo, 26, o militar acreano conquistou o seu lugar entre os 14 policiais militares que concluíram o 11º Curso de Ações Táticas Especiais (Cate) realizado pela Polícia Militar do Amazonas (PMAM). O curso teve início no dia 2 de maio e a formatura está prevista para sexta-feira, 1º de julho, em solo amazonense.

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O curso iniciou com 39 alunos de quatro estados da federação, tendo 14 chegado ao término do curso. Foto: cedida

Oriundo da turma de soldados de 2013, o cabo Ruy, como é conhecido na tropa, tem trilhado uma história de operacionalidade em seus mais de nove anos de serviços prestados à Polícia Militar do Acre (PMAC). O militar, que é formado no II Curso de Força Tática realizado pela PMAC, tinha um sonho desde que adentrou às fileiras da instituição: concluir o Curso de Ações Táticas Especiais.

Concluíram o curso, além do acreano, um policial militar do Espírito Santo e o restante do Amazonas. Foto: cedida

Este sonho começou a ser trilhado no II Cate, realizado em solo acreano, que infelizmente o militar não conseguiu concluir. Entretanto, o fato que viria a marcar a sua vida estava guardado para a terceira edição do curso, quando adquiriu uma úlcera no estômago, sendo operado às pressas no Pronto-Socorro, o que o impediu de concluir o curso na segunda tentativa.

“Minha cirurgia foi no dia 26 de maio do ano passado, um ano e um mês atrás, quando eu estava tentando o Cate do Acre. Após 27 dias de curso tive esse problema de saúde, então, essa conclusão, esse brevê, representa uma superação sem tamanho. Determinação e foco naquilo que eu sempre quis. Se possível, faria todo o caminho até aqui de novo, da mesma forma”, disse o policial militar, que carrega vinte e sete pontos como resultado do procedimento cirúrgico.

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O curso é um dos mais difíceis da Polícia Militar. Foto: cedida

Outro fator de dificuldade para a conquista do tão sonhado e almejado brevê, distante 1.390 quilômetros de casa, foi ficar longe da família: a esposa, Roziane Magalhães, e a filha, a pequena Helena Batista, de dois anos e meio de idade. “Ficar longe da família é difícil, mas você tem que entrar no curso focado no objetivo final, que é fazer todas as etapas, e tendo que esquecer um pouco a vida secundária ali e mergulhar de cabeça no curso”, afirmou.

Lotado na Companhia de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), do Batalhão de Operações Especiais (Bope), desde 2018, o cabo destaca a importância da preparação para concluir um curso de alto nível como esse. “Já venho em um ritmo de preparação, até devido as tentativas anteriores. Eu nunca perdi o foco, nem parei os treinos, sempre buscando me preparar para as etapas do curso”, destacou o cabo.

O curso contou com diversas disciplinas teóricas, como Gerenciamento de Crise, Segurança de Dignatário, Salvamento Aquático, Técnicas de Patrulhamento de Alto Risco, Contra-terrorismo, Ações Táticas e Técnicas Especiais, entre outras. O militar agora encontra-se habilitado a fazer parte da Companhia de Operações Especiais (COE), cujo efetivo é composto apenas por militares formados em Ações Táticas e Operações Especiais (COEsp).

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