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COTIDIANO

Valor da produção do café no Acre cresceu 130% na pandemia e fecha 2022 valendo R$31,3 milhões

Por redação. 20/06/2022 09:44
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Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022 deverá chegar a R$ 1,243 trilhão, montante 2,4% acima do obtido em 2021 (R$ 1,214 trilhão). No Acre, o café é uma das lavouras que mais ganharam espaço no VBP e deve fechar 2022 com valor de produção de R$31.365.604,00 -bem superior ao VBP de 2019, de R$13.623.065,00.

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Observando o VBP de anos anteriores a 2019 é possível afirmar que as lavouras de café viveram um boom na pandemia da Covid-19 após algumas safras oscilantes. Em um cálculo linear, o VBP do café cresceu 130% em meio à pandemia.

No País, o valor da produção em geral tem previsão de crescimento bastante significativo em 2022. De acordo com as estimativas de maio, o faturamento das lavouras é de R$ 880,37 bilhões, responsáveis pela maior parte do VBP estimado, com crescimento real de 6,56%. A pecuária, que inclui os principais produtos da atividade animal, tem um VBP projetado de R$ 362,64 bilhões, 6,4% menor em comparação ao do ano passado.

Conforme dados da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, a maior parte dos produtos analisados apresenta desempenho melhor do que em 2021.

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Os destaques nacionais são: algodão (aumento real de 45% no VBP), banana (14,2%), batata-inglesa (26,7%), café (37,8%), cana-de-açúcar (28,1%), feijão (13,9%), milho (20,4%), tomate (40,3%) e trigo (22,1%). Os produtos em melhor posição são: soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão. Juntos, somam 59,7% do VBP de 2022.

O café ainda tem muito o que render para a economia do Acre. De acordo com especialista da Secretaria de Produção e Agronegócio, em um ou dois anos o número de municípios produtores de café deve dobrar no Estado.

Hoje são, pela ordem, Acrelândia, Brasiléia e Manuel Urbano. Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul estão retomando as atividades que fizeram da região um polo exportador de café para o Amazonas na década de 1930. A diferença para o café produzido no leste do Acre é o índice pluviométrico: como chove bem mais no Vale do Juruá, o café clonal sofre menos na estiagem.

E há outros, como Feijó, onde a gestão municipal tem incentivado muito essa cultura.

Pelo andar da carruagem, as espécies Robubsta tomaram definitivamente o lugar do café Arábica no Acre -e já nem figura mais nas estimativas do VBP.

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