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Em passo inédito, Rússia e Ucrânia firmam acordo para desbloquear grãos

Por Veja Abril. 22/07/2022 14:41
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No cenário sombrio da guerra entre Rússia e Ucrânia, surge um paliativo. Os dois países na disputa bélica prometeram, em acordo firmado nesta sexta-feira, 22, o desbloqueio de mais de 20 milhões de toneladas de grãos, retidos em portos do Mar Negro na Ucrânia. A expectativa com o desafogo, que parecia até então improvável, é quanto à redução dos preços dos grãos e um alívio na crise global de alimentos. O movimento consiste num grande passo, dadas as atuais circunstâncias.

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Depois dos combustíveis, o setor alimentício é o que mais pressiona os níveis inflacionários em diversos países ao redor do mundo, incluindo nos Estados Unidos e nas nações da zona do euro, conforme dados consolidados de junho. E, no Brasil, também em referência à inflação de junho, o setor de alimentação foi o terceiro que mais pressionou a escalada de preços.

O acordo, entretanto, beneficia especialmente os mercados da África e do Oriente Médio, grandes importadores dos países em guerra. Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, esse comércio foi praticamente suspenso em razão do domínio naval russo no Mar Negro, que bloqueou os portos da Ucrânia. No começo de junho, cerca de 14 países, a maioria do continente africano, receberam um alerta do Departamento de Estado americano sobre as tentativas das Rússia de comercializar grãos ucranianos roubados.

Desde 24 de fevereiro, início da guerra, é a primeira vez que representantes de ambos os países em conflito armado assinam publicamente um acordo. As negociações, em Istambul, ocorreram com intermédio das Nações Unidas e da Turquia, após diversas tentativas. “Desde o começo da guerra estamos destacando que não há solução para a crise global de alimentos sem garantir acesso global aos produtos alimentícios da Ucrânia e alimentos e fertilizantes russos”, mencionou António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, após as tratativas. O acordo é assinado um dia após o gasoduto Nord Stream 1, administrado pela estatal russa Gazprom, retomar a sua operação, mesmo depois de ameaças indiretas de Vladimir Putin sobre o corte total no fornecimento de combustíveis aos países europeus, que enfrentam uma crise sem precedentes no setor de energia.

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