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Acre

Nova espécie de macaco exclusiva da Amazônia é encontrada no Acre

Por redação. 11/07/2022 09:06 Atualizado em 13/07/2022 10:26
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Uma nova espécie de primata exclusiva da Amazônia, foi descrita cientificamente no Acre, mais precisamente na região do Rio Tarauacá.

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Conforme reportagem do portal g1, o uakari dos Kanamaris (Cacajao amuna) possui características genéticas e coloração distintas dos outros macacos do gênero.

De acordo com Felipe Ennes Silva, pesquisador e colaborador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e responsável pelo estudo sobre a nova espécie, pelagem mais branca e homogênea.

A comprovação da diferença genética entre os uakaris e seus parentes foi feita a partir de análise de DNA. A nova espécie ocorre no Rio Tarauacá, que banha os estados do Acre e Amazonas.

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“O nome faz referência direta aos Kanamaris do Juruá, um grupo indígena que é muito presente na região. Inclusive, ‘amuna’ significa ‘macaco uakari’ para os Kanamaris”, conta o pesquisador.

Ainda segundo o pesquisador, a região fica 700 quilômetros distante de onde outros tipos de uakaris são encontrados.

Uma preocupação é que na área onde a nova espécie vive a taxa de desmatamento vem aumentando nos últimos anos, principalmente devido à BR-364 que conecta as cidades de Rio Branco a Cruzeiro do Sul, no Acre.

“Os primeiros dados que analisei também mostram que esta espécie é sensível às mudanças climáticas, o que nos mantém em alerta, principalmente pelo fato do status de conservação do macaco ainda não estar definido”, conta Felipe Ennes.

Detalhes sobre o estudo
Existem poucos estudos sobre o comportamento e ecologia desses primatas, que só ocorrem na Amazônia. De acordo com o pesquisador, o pioneiro no estudo da espécie foi o primatólogo brasileiro José Márcio Ayres.

“Ele estudou a ecologia e o comportamento dos macacos na região do médio Rio Solimões no final da década de 1970 e início de 1980. No entanto, pouco se sabia até recentemente sobre a diversidade destes primatas”, explica.

Para identificar o amuna, Felipe visitou uma série de coleções científicas no Brasil, Estados Unidos e Europa para rever o padrão de coloração de pelagem dos uakaris e comparar espécimes que não estavam disponíveis em coleções científicas de décadas atrás. Além disso, foi feito o levantamento genético – que se diferenciava dos uakaris já conhecidos.

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