26 C
Juruá
sexta-feira, agosto 19, 2022

Putin aprova nova doutrina naval para marcar linhas vermelhas ao Ocidente

Por Redação O Juruá em Tempo

“Estabelecemos abertamente as fronteiras e as zonas que representam os interesses nacionais da Rússia, tanto económicos como estratégicos. Aqueles que são vitais”, afirmou o líder russo, citado pela agência Efe, durante uma intervenção do Dia da Marinha, em São Petersburgo.

“Iremos garantir a nossa defesa, de forma firme e recorrendo a todos os meios”, assegurou.

O chefe de Estado russo disse ainda que a Marinha russa irá receber nos próximos meses novos mísseis de cruzeiro hipersónicos “Tsirkon”, que irão equipar a fragata “Almirante Gorshkov”.

Vladimir Putin tinha anunciado em 2018 um novo programa de rearmamento com armamento hipersónico, tendo na altura destacado que o “Tsirkon” não tem “comparação no mundo com outros “e que o alcance destes mísseis era “praticamente ilimitado”.

“A frota cumpre com sucesso e honra as missões estratégicas nas fronteiras do nosso país e em qualquer lugar do oceano. Está constantemente a ser aperfeiçoado”, sublinhou.

A cerimónia de assinatura da nova doutrina naval teve lugar na Fortaleza de São Pedro e São Paulo, em São Peterburgo, depois do Presidente russo ter dado início à parada naval na antiga capital czarista e na ilha de Krostadt.

De acordo com o Kremlin, estão a participar no desfile naval de hoje mais de 40 navios, submarinos e lanchas, 42 aviões e mais de 3.500 soldados, embora ações similares se estejam a celebrar noutros portos, como é o caso do enclave báltico de Kaliningrado.

A frota russa tem desempenhado um papel ativo desde o início da invasão da Ucrânia.

No entanto, em abril a Rússia sofreu o seu maior revés, com o naufrágio, provocado pelas tropas ucranianas, do navio ‘Moskva’, na sequência do qual terão morrido cerca de trinta marinheiros.

A Rússia lançou em fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de 5.100 civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Fonte: Notícias ao Minuto

error: Alert: O conteúdo está protegido !!