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COTIDIANO

Idosa busca por irmão que desapareceu há mais de 30 anos no Acre: ‘tenho esperança’

Por redação. 15/08/2022 08:24
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A aposentada Maria Rosalina Medina, de 70 anos, nunca perdeu a esperança de encontrar o irmão, Moisés Rodrigues Medina, que desapareceu nos anos 80 após sair para trabalhar em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. A família morava em Tarauacá na época do desaparecimento.

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“Nessa época eu estava viajando, não sei o que é que houve lá. Se teve algum desentendimento. Mas ele ajudava muito meu pai na roça. Ele saiu para trabalhar na estrada de Cruzeiro do Sul pra ganhar algum dinheiro”, conta.

Mesmo depois de tanto tempo, ela sonha em encontrar com irmão. “A minha maior preocupação é de ele estar doente e jogado na rua”, lamenta.

Ela diz que em 1988 recebeu a notícia de que o irmão teria tirado o título de eleitor, mas não chegou a votar. “Eu sei que a minha cunhada disse que em 88 ficou sabendo que ele chegou a tirar o título, mas não votou”, relata.

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Dez anos depois, uma pessoa teria dito que o viu pela rodoviária de Rio Branco. “Mas essa conversa, acho que não dá pra confiar não,” completa.

Moisés estaria hoje com 62 anos. Era filho do segundo casamento do pai e tinha outros 8 irmãos. Maria Rosalina conta que o pai e dois irmãos morreram sem saber o que aconteceu com Moisés.

Maria ainda vive em Rio Branco, mas a madrasta, Gildezia Gonçalvez Farias, que é mãe de Moisés, e parte dos irmãos moram em Cuiabá-MT. “Ela não vive bem, usa um aparelho para respirar. É hospital, UTI”.

Na época do sumiço, Moisés era solteiro e não tinha filhos. “Eu imagino tudo, até o pior. A pessoa que é pobre é difícil pra viver, ainda mais uma pessoa só. Ele era uma pessoa inocente, leiga, fácil de ser enganada. Desde os sete anos ajudando na roça. Nós somos do estado da Bahia, meu pai veio para o Acre. Uma dificuldade, não tinha estrada”, conta.

Ela buscou a polícia, mas nunca encontrou nenhum vestígio do irmão. Um boletim também foi registrado na Delegacia de Polícia Civil do bairro Tucumã, na capital acreana.

“Não esqueço é nunca dele. Eu fico pensando assim, que pode ter acontecido alguma coisa pior, tenho esperança de ainda encontrar ele”, diz.

  • Fonte: g1 AC.
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