Início / Versão completa
TUDO AQUI 2

Julho termina com menos de 5% da chuva esperada para o mês em Rio Branco

Por redação. 01/08/2022 07:32
Publicidade

O mês de julho termina neste domingo (31) praticamente sem registrar chuvas na capital Rio Branco. Dados da Defesa Civil Municipal mostram que o acumulado de chuvas durante o mês é de 1,4 milímetro, menos de 5% do total esperado que era 29,1 mm.

Publicidade

A primeira chuva registrada na capital foi no dia 17 de julho, porém, a quantidade registrada não chegou a 1 milímetro. As previsões apontam dias sem chuvas significativas em agosto e setembro.

O órgão municipal mostram que até abril a capital acreana tinha uma relativa quantidade de chuva que mantinha o nível do Rio Acre alto. A partir de maio, as chuvas ficaram abaixo da média.

Os dados mostram que:

Publicidade
  • Maio – era esperado 102,8 mm e choveu 63,50 mm;
  • Junho – era esperado 36,5 mm e choveu 71,30 mm;
  • Julho – esperado era 29,1 mm e choveu 1,4 mm.

Com a falta de chuvas, o nível do Rio Acre continua baixando significativamente. Entre segunda-feira (25) e este domingo, o manancial baixou 11 centímetros em Rio Branco. O coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, relembrou que os meses de agosto e setembro são muito críticos em relação a seca e chuvas.

“Não choveu nada no mês de julho, temos previsão de chuvas para agosto, mas é um problema a mais, porque as chuvas de agosto e setembro são em forma de temporais, não resolvem a questão da seca, chove muito em um único momento, que não tem encharcamento de solo e ainda traz vendavais com possibilidade de queda de árvores, muro, destelhamento de casas e todos esses transtornos que a gente vive todos os anos”, explicou o Falcão.

Outro problema causado pela seca e falta de chuvas são os incêndios ambientais. “A umidade relativa do ar está baixando. A partir do momento que ela alcança 30% a 35% e a temperatura é acima de 30º C, então, fica propício para os incêndios, o que gera mais transtornos para a comunidade em geral. Aumenta o número de queimadas, de doenças respiratórias, vai trazer ondas de calor totalmente secas, afeta o abastecimento de água e perdas da agricultura”, lamentou.

‘Operação de guerra’

A seca já prejudica comunidades e áreas rurais da capital. Desde a primeira quinzena do mês a Defesa Civil Municipal leva água para quase 3 mil famílias de 18 comunidades rurais e periurbanas durante Operação Estiagem.

“As localidades são distantes, temos dificuldades de acesso do caminhão, temos que abastecer muita gente e fazemos isso diariamente. Então, quanto mais aumenta [quantidade de comunidades atendidas] temos que ampliar também a operação, que é uma operação de guerra mesmo porque é bem suada”, concluiu.

Em 2021, a operação atendeu 17 comunidades com mais de 8,3 mil beneficiados. A ação é feita desde 2019.

Menor cota

O Rio Acre se aproxima da menor cota já registrada desde 1971, ano em que começou a ser monitorado. A menor marca foi 1,30 metro, no dia 17 de setembro de 2016, segundo a Defesa Civil Municipal.

Assim como nos outros anos, o nível do rio começou a baixar em maio deste ano, mas, em junho, o período de estiagem ganhou força. A partir de então, começou a sofrer um decréscimo com poucos dias de estabilidade.

  • Fonte: g1 AC.
Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.