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Brasil

Mulheres lidam com a pandemia de forma mais inteligente que os homens

Por Veja Abril. 01/09/2022 07:24
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Pesquisa da CNI revela que as mulheres são mais inteligentes na adoção de medidas de proteção contra a Covid-19 do que os homens. Para as mulheres, o temor sobre a doença é maior que demonstrado pelos homens. Elas não subestimam o vírus. Boa parte dos homens, por outro lado, já perdera o medo.

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De acordo com o levantamento, 58% das mulheres consideram o atual estágio da pandemia grave ou muito grave, percentual que entre os homens é bem menor, 41%. Nesse grupo das pessoas que mais temem a Covid-19 também se enquadram idosos de 60 anos ou mais (57%) e moradores do Nordeste (57%).

A percepção sobre a gravidade da pandemia, segundo a pesquisa, diminui com o aumento da renda. Entre quem ganha até um salário mínimo, 59% consideram a situação atual grave ou muito grave. O percentual cai para 48% entre quem tem renda de um a dois salários mínimos, para 43% entre dois e cinco salários e para 39% acima de cinco salários de renda mensal.

As mulheres continuam se protegendo mais da Covid-19, segundo a pesquisa que perguntou sobre o uso de máscaras em diversos ambientes. Em quase todos, elas adotam o item de proteção mais do que eles.

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A maior diferença se dá no comércio de rua. Enquanto 40% das mulheres usam máscaras, apenas 29% dos homens o fazem. Nos supermercados, o placar é 54% a 44%.

Nos shoppings, 35% das mulheres utilizam, contra 30% dos homens. E no transporte público é 59% a 51%. A única exceção à regra é em estádios e shows, onde apenas 16% utilizam máscara, independentemente de serem homens ou mulheres.

No geral, 20% das mulheres ainda usam máscaras em locais abertos e fechados, contra apenas 12% dos homens. Nos lugares fechados, 53% delas utilizam, contra 50% dos homens. O percentual de mulheres que abandonaram completamente o dispositivo de proteção é 26%, contra 38% entre os homens.

A pesquisa da CNI sobre a situação da pandemia no Brasil e o comportamento da população, encomendada ao Instituto FSB Pesquisa, entrevistou 2.008 brasileiros entre os dias 23 e 26 de julho em todas as unidades da federação. A margem de erro é de 2 pontos, com intervalo de confiança de 95%.

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