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Setembro amarelo: Cruzeirense conta como venceu a depressão após tentar tirar a própria vida duas vezes

Por Redação O Juruá em Tempo. 02/09/2022 13:03 Atualizado em 06/09/2022 13:52
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A campanha Setembro Amarelo foi criada em 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM. Em 2022, o lema é “A vida é a melhor escolha!” e diversas ações já estão sendo desenvolvidas. O foco principal das ações realizadas durante todo o mês prevenir a ocorrência de suicídios a partir de ações de conscientização sobre o tema.

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A depressão é uma doença psiquiátrica que afeta o emocional da pessoa, que passa a apresentar tristeza profunda, falta de apetite, desânimo, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. A doença pode gerar condições que levem a um padrão de comportamento suicida.

O cruzeirense Jeferson Santos é uma das pessoas que conseguiu vencer a depressão. Ele conversou com a equipe dO Juruá em Tempo e contou que o início da doença se deu com o acúmulo de muitos acontecimentos ruins na sua vida. “Houve uma separação, brigas de família, doença da minha mãe e foram muitas coisas que acarretaram isso. Eu perdi em média 12-13kg”, contou.

Jeferson disse que passava seus dias sem vontade de fazer desde atividades básicas, como comer, até atividades de lazer, como sair com os amigos. “Eu só queria ficar sozinho, afastado. Era muito ruim”, destacou.

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Ele conta que um dia não aguentava mais a situação em que estava e decidiu levantar a cabeça através de oração. “Comecei a orar em casa mesmo, pedir a Deus que tirasse aqueles sentimentos de mim”, disse.

Com o advento da pandemia, Jeferson se viu pior e, por duas vezes, tentou tirar a própria vida. “Eu cheguei ao abandono total. Estava barbado, com o cabelo grande, não tinha vontade de nada. Comecei a acompanhar relatos de pessoas que perderam seus entes queridos na pandemia e pensei ‘Poxa, eu com tudo na vida e tanta gente querendo sobreviver e eu querendo morrer’. Não é uma coisa que acaba da noite para o dia, você passa a bater uma meta pequena todos os dias”, contou.

Ele explicou que começou a fazer coisa, consideradas simples, todos os dias: fazer a barba, cortar o cabelo, sair um pouco de casa. “Eu não gosto nem de me lembrar, machuca pensar no estado em que eu estava. Eu já cheguei a ouvir de pessoas próximas que é besteira, mas só você e Deus sabem”, disse.

Jeferson finalizou contando que teve uma recaída após a morte de sua mãe e foram dias muito difíceis. “A gente vai melhorando a cada dia, sobrevivendo. Por várias vezes eu tentei realmente tirar a minha vida”, finalizou.

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