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Setembro Amarelo: “É como se uma parte minha tivesse ido embora”, diz prima de agente penitenciário que tirou a própria vida em Tarauacá

Por Redação O Juruá em Tempo. 06/09/2022 09:20 Atualizado em 06/09/2022 09:20
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A depressão e ansiedade são doenças psicossomáticas que afetam milhares de pessoas em todo o mundo. Os quadros ansiosos costumam evoluir para a depressão há muito tempo, estima-se que metade dos pacientes com Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG) irá desenvolver o Transtorno Depressivo Maior (TDM). Os sintomas da depressão e da ansiedade podem ser muito parecidos e acabam se misturando.

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Dados da Associação Brasileira de Psiquiatria estimam que 96,8% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais. Em números absolutos, a depressão é a doença mais associada ao suicídio, mas ela não é a única, o transtorno de ansiedade também é capaz de levar uma pessoa ao limite.

Gleissa é uma cruzeirense que perdeu o primo para o suicídio. Ela conta que o primo, que morava em Tarauacá, sempre foi um homem alegre, animado e de bem com a vida, mas durante a pandemia de Covid-19, o homem, que trabalhava como agente penitenciário, acabou atirando na própria cabeça.

“Quem realmente conversava com ele sobre as dores dele sabia que não era traição ou problemas financeiros. Ele carregava muitas dores, lutas, sentimentos que afligiam a alma dela, muitos pensamentos negativos”, contou Gleissa.

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Ela relembra como foi desesperador para a família receber a notícia da morte do primo. Ele estava em casa com os amigos, a esposa e o filho mais novos, durante a conversa ele levantou e atirou contra si mesmo. “Eu recebi a notícia 01hr da madrugada, foi como se alguém tivesse arrancado o meu coração, foi desesperador. Não sei nem explicar o sentimento de perder alguém assim, foi tão cruel, uma dor inexplicável. Até hoje eu não acredito, na minha cabeça a qualquer momento ele vai chegar aqui em casa e vai me abraçar com alegria”, desabafa.

Gleissa explicou ainda que sabia que o primo sofria com os transtornos de ansiedade e depressão. “Ele tinha tanto medo que chegava a falar para mim que tinha medo de alguém o matar, quando na verdade, esse alguém foi ele mesmo. É uma dor que não passa, uma ferida que abre todos os dias. Por que ele não pediu ajuda?”, destacou a prima.

O agente penitenciário deixou pais, esposa e filhos.

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