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Acre

Com nova explosão de queimadas, Acre registra em apenas sete dias o pior novembro da história

Por redação. 09/11/2022 07:38 Atualizado em 15/11/2022 09:48
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Os números do monitoramento dos focos ativos por estado, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicavam que o pior já havia passado em 2022, com a drástica diminuição dos registros de queimadas no Acre, mas a primeira semana de novembro trouxe uma surpresa desagradável.

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Apenas nos sete primeiros dias do mês, a quantidade de focos de queimadas registradas no estado, no total de 728, é quase cinco vezes superior ao que foi detectado em novembro de 2011, o pior novembro da história, até então, com 152 focos ativos, segundo a série histórica do Inpe, que começa em 1998.

Com esses números, o Acre passa a registrar 11.636 focos de queimadas em 2022, um acumulado 31% superior ao mesmo período do ano passado, quando foram detectados 8.820 focos de calor pelo satélite de referência do Inpe, o AQUA Tarde, da Agência Espacial Norte Americana – Nasa.

Nas últimas 48 horas, foram detectados 500 focos de queimadas no Acre, o estado com mais registros no país nesse período, logo à frente de Rondônia, que registrou 453 ocorrências. O aumento deste começo de novembro se concentra nos municípios de Sena Madureira, Xapuri e Brasiléia, que juntos somam 48% do total.

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Qualidade do Ar
A nova disparada na quantidade de queimadas repercute diretamente na qualidade do ar respirado pelos acreanos, que na etapa final de outubro havia voltado a atingir níveis adequados. Na noite desta segunda-feira (7), vários municípios acreanos apresentavam condição crítica de poluição atmosférica.

Em Xapuri, por volta das 23 horas, o sensor do Sistema de Monitoramento da Qualidade do Ar do Acre registrava 73µg/m³, condição em que todos podem começar a ter efeitos na saúde e membros de grupos sensíveis podem experimentar efeitos mais graves na saúde se expostos por 24 horas.

Em Acrelândia, a situação era mais grave, com o sensor indicando 182µg/m³, que significa alerta de saúde, quando todas as pessoas podem experimentar efeitos mais graves na saúde se expostas por 24 horas à referida condição de concentração de partículas finas no ar.

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