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Com segundo menor valor do país, PIB do Acre recua 4,2% no primeiro ano da pandemia

Por redação. 17/11/2022 11:57
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O Produto Interno Bruto (PIB) do Acre foi de R$ 16,5 bilhões em 2020 – primeiro ano de pandemia da Covid-19 – e apresentou uma queda de 4,2% em relação ao ano anterior. Os dados são das Contas Regionais 2020, divulgadas nessa quarta-feira (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com esse resultado, o Acre se manteve com o segundo menor PIB do país, com participação de 0,2% na economia brasileira.

O PIB é um indicador que mede a atividade econômica de um estado/país. Ele mostra quanto se produz, consome ou investe – ou seja, é uma medida do valor dos bens e serviços que aquela localidade produz num período de tempo: na agropecuária, indústria e serviços.

O objetivo desse cálculo é ‘medir a economia’ e o nível de riqueza de uma região. Com o PIB, é possível monitorar como está a economia de um estado/país. Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo.

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O levantamento aponta que abaixo da 20ª posição no ranking do país estão quase exclusivamente estados do Nordeste, sendo o Acre a única exceção, no 23º lugar.

Atividades econômicas

Entre os três grupos de atividades econômicas, a Agropecuária apresentou a maior retração, com queda em volume de -17,4%, em 2020, em relação a 2019. A participação da atividade no total do valor adicionado bruto do estado foi de 6,6%, o que representou uma perda de 0,8 ponto percentual, em comparação ao ano anterior.

O resultado foi influenciado, sobretudo, pela retração verificada na produção de agricultura, inclusive o apoio à agricultura e a pós-colheita, atrelada ao desempenho da produção da mandioca, cultivo de grande relevância na agricultura do estado.

O IBGE ressalta que o cultivo de soja vem expandindo sua produção no estado, entretanto, o impacto do crescimento em termos de volume não foi suficiente para garantir uma variação positiva do valor adicionado bruto da atividade, em 2020.

Já a Pecuária, inclusive o apoio à pecuária, apresentou variação positiva de 7,2%, em termos de volume, influenciada pela criação de bovinos, principal segmento da atividade. A participação dessa atividade na economia do estado apresentou ganho de 1,1 ponto percentual, passando de 5,0% em 2019, para 6,1%, em 2020.

A pesquisa aponta ainda que o setor de Indústria apresentou variação negativa de 7,3%, entre 2019 e 2020, e representou 8,1% do valor adicionado bruto, em 2020. A queda na produção da indústria foi motivada pelo desempenho da atividade de construção, que registrou variação em volume de -11,3%, seguido por indústrias de transformação, cuja variação foi de -6,7%; as duas atividades somadas representaram 73,3% da atividade industrial do estado.

Por outro lado, o estudo mostra que a atividade ‘eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação’ apresentou resultado positivo, com crescimento em volume de 1,8% e ganho de participação, saindo de 1,2%, em 2019, para 2,1%, em 2020.

Setor de serviços é o maior da economia do estado

O grupo de atividades de Serviços é o maior da economia do estado e correspondeu a 85,3% do valor adicionado bruto, em 2020. No mesmo ano, o grupo de serviços registrou queda em volume de 3,1%. Considerando a participação em relação ao total do valor adicionado bruto, a ‘administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social’ foi o que mais contribuiu para este resultado, pois, com participação de 40,8% na economia, a atividade apresentou queda de volume de 4,8%.

Outras atividades que contribuíram para a queda deste grupo foram: alojamento e alimentação (-28,9%); artes, cultura, esporte e recreação e outras atividades de serviços (-19,0%) e educação e saúde privadas (-1,4%).

Em contrapartida, quatro atividades apresentaram crescimento em volume, foram elas: atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (9,7%); atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (6,3%); comércio, manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas (2,7%) e atividades imobiliárias (0,9%).

  • Fonte: g1 AC.
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