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COTIDIANO

Preço da gasolina aumenta cerca de 10 centavos em Rio Branco e consumidores reclamam

Por redação. 16/11/2022 12:55
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O preço médio do litro da gasolina vendido nos postos do país subiu pela quinta semana consecutiva, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados na última sexta-feira (11).

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O preço médio do litro avançou de R$ 4,98 para R $ 5,02 na semana de 7 a 12 de novembro, alta de 0,8%. De acordo com a ANP, o valor máximo do combustível encontrado nos postos na semana passada foi de R$ 7,54. Na capital acreana esta semana já podemos ver postos com o valor de R$ 5,39 centavos o litro e na semana anterior o motorista ainda podia abastecer com o preço de 5,29, ou seja, um aumento de 10 centavos por litro que já pesa no bolso do consumidor.

A professora Eliana da Silva mora no Calafate, em Rio Branco, e trabalha na Cidade do Povo e para ela abastecer não está sendo fácil após os últimos aumentos. “Pesado. Eu trabalho na cidade do Povo, moro no Calafate, então a despesa é um pouco grande”, disse.

E cada um tenta uma forma de economizar. Telmar dos Santos, ajudante de pedreiro, diz que tem evitado sair aos fins de semana. “Eu estava feliz porque estava baixo [o preço], mas voltou a subir, então pesa um pouco no bolso. Estou evitando sair no fim de semana ou à noite. Uso minha moto só para o trabalho mesmo.”

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Os preços do diesel e do etanol também vêm sofrendo alterações nas últimas semanas. Em junho, os preços do litro do diesel e da gasolina alcançaram os maiores valores nominais pagos pelos consumidores para os combustíveis desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

As altas nos preços da gasolina e do diesel vendidos aos consumidores acontecem apesar de os combustíveis vendidos pela Petrobras às distribuidoras não sofrerem aumento desde junho. O Willian de Moura é motorista de aplicativo e a cada alta nos preços sente o impacto negativo no orçamento.

“Tá ficando um pouco complicado porque as corridas que a gente faz não aumenta, aí com o preço variável do combustível, está ficando um pouco difícil para nós”, diz.

A Petrobras tem como política de preços a paridade de preço internacional (PPI). O modelo determina que a estatal cobre, ao vender combustíveis para as distribuidoras brasileiras, preços compatíveis com os que são praticados no exterior.

Segundo os últimos cálculos da associação brasileira dos importadores de combustíveis (Abicom), a defasagem média no preço do diesel está em 4%, e no da gasolina, 2%. Isso significa que os preços da Petrobras ainda estão mais baratos em relação aos praticados no exterior.

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