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Política

Lula anuncia Alckmin para Indústria, Nísia Trindade na Saúde e mais 14 ministros

Por Veja Abril. 22/12/2022 10:24
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O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou há pouco 15 novos ministros para o seu governo, que agora já tem 21 integrantes confirmados no primeiro escalão. Ele disse que os restantes serão divulgados na segunda ou terça-feira da semana que vem.

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Classificado pelo petista como a grande surpresa desta quinta, o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, será ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Ele foi escolhido para comandar a pasta depois que o presidente da Fiesp, Josué Gomes, recusou um convite de Lula. Alckmin coordenou a transição e foi governador de São Paulo quatro vezes. No mês passado, ele havia sido descartado como ministeriável pelo companheiro de chapa, que voltou atrás.

Veja os 15 novos nomes:

– Alexandre Padilha (Relações Institucionais)
– Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência)
– Jorge Messias (Advocacia-Geral da União)
– Nísia Trindade (Saúde)
– Camilo Santana (Educação)
– Esther Duek (Gestão)
– Márcio França (Portos e Aeroportos)
– Luciana Santos (Ciência e Tecnologia)
– Cida Gonçalves (Mulher)
– Wellington Dias (Desenvolvimento Social)
– Luiz Marinho (Trabalho)
– Anielle Franco (Igualdade Racial)
– Silvio Almeida (Direitos Humanos)
– Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio)
– Vinícius Carvalho (Controladoria-Geral da União)

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Os outros seis que já haviam sido confirmados são Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública), José Múcio Monteiro (Defesa), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Margareth Menezes (Cultura), que também entrou na lista desta quinta.

Primeiro nome anunciado por Lula nesta nova leva de ministros, Alexandre Padilha (PT-SP) é deputado federal reeleito, médico e já foi chefe da Secretaria de Relações Institucionais no segundo mandato do petista, além de ter sido ministro da Saúde no primeiro governo Dilma Rousseff.

Márcio Macedo, que assumirá a Secretaria-Geral, é vice-presidente do PT, deputado federal e biólogo.

O futuro chefe da AGU, Jorge Messias, é procurador da Fazenda Nacional e ficou conhecido como “Bessias” no episódio do telefonema grampeado entre Lula e Dilma, em 2016.

Vinicius Carvalho, que comandará a CGU, é advogado e foi presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade.

Servidora da Fiocruz desde 1987, a nova chefe da Ministério da Saúde, Nísia Trindade Lima é socióloga, professora e preside a Fundação Oswaldo Cruz desde 2017.

Camilo Santana (PT), que comandará o MEC, foi eleito para o Senado neste ano depois de cumprir dois mandatos como governador do Ceará.

A economista Esther Duek, nova ministra da Gestão, é economista, professora da UFRJ e trabalhou no Ministério do Planejamento no governo Dilma.

O ex-governador de São Paulo Márcio França, do PSB, será titular dos Portos e Aeroportos. Advogado, ele foi vereador, duas vezes eleito prefeito de São Vicente (SP), deputado federal e vice-governador do Estado, na gestão de Geraldo Alckmin.

Futura titular do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos é vice-governador de Pernambuco e presidente nacional do PCdoB, e foi deputada federal entre 2010 e 2018.

Cida Gonçalves, por sua vez, será ministra da Mulher depois de ter ocupado a Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres nos governos Lula e Dilma.

Ex-governador do Piauí por quatro mandatos, Wellington Dias (PT) foi eleito para o Senado neste ano e será ministro do Desenvolvimento Social, pasta que vinha sendo cotada para abrigar a senadora e ex-presidenciável Simone Tebet.

Também petista, Luiz Marinho (Trabalho) foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e foi prefeito de São Bernardo do Campo (SP), além de ter sido ministro da Previdência e do Trabalho nos governos Lula.

Anielle Franco, futura ministra da Igualdade Racial, é jornalista, professora e ativista, diretora do Instituto Marielle Franco (nome da sua irmã, vereadora do PSOL que foi assassinada em 2018). Ex-jogadora de vôlei,  ela morou 12 anos nos Estados Unidos e estou em diversas universidades americanas.

Silvio Almeida, que comandará o Ministério dos Direitos Humanos, é advogado e escritor, bacharel em Direito pelo Mackenzie e doutor pela USP, além de professor visitante na Universidade de Duke.

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