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Pecuarista acreano com contas bloqueadas por Alexandre de Moraes diz não ter como pagar 13º de funcionários

Por redação. 23/12/2022 14:30 Atualizado em 23/12/2022 14:32
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O empresário e pecuarista Henrique Luís Cardoso Neto, da fazenda Nictheroy, no município de Senador Guiomard, usou um grupo fechado de rede social para dizer que não tem dinheiro para pagar o décimo-terceiro salário de seus funcionários por conta dos bloqueios em suas contas bancárias determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Henrique Cardoso é apontado em inquérito autorizado por Alexandre de Moraes como um dos patrocinadores dos atos antidemocráticos no Acre, junto com o também empresário e pecuarista Jorge Moura. Eles estão entre os principais empreendedores do agronegócio acreano, sendo, respectivamente, os maiores produtores de milho e soja do estado.

Em um vídeo compartilhado no grupo, Cardoso conta que teve dinheiro bloqueado em pelo menos duas contas bancárias diferentes, inclusive um recebimento recente referente a aluguel de pastos. “Não tem lógica o que esse cara tá fazendo, ele acha uma coisa e prende o cara ou bloqueia o dinheiro pra depois saber se eu tô patrocinado ou não aqui o pessoal dos patriotas”.

Com mais de 100 funcionários registrados, o pecuarista afirma que não sabe como vai pagar o décimo-terceiro salários dos colaboradores. “Acho que vi pedir emprestado para o Xandão”, ironiza o empresário, contestando que o ministro determine bloqueios em suas contas sem antes ficar comprovado que ele seja patrocinador de alguma manifestação.

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“Eu sou bolsonarista, achei que foi uma fraude essa eleição e tenho a minha opinião, mas o cara me tachar como financiador e ir bloqueando meu dinheiro, isso aí não existe. O que esse cara tá fazendo é coisa, assim, de maluco. Como é que, sem ter prova, já manda bloquear dinheiro, manda travar a conta do cara, se cair na minha conta bloqueia”, ele diz.

Henrique Cardoso garante que a única coisa que fez após as eleições foi fechar a BR-317, no começo de novembro passado, em frente à sua propriedade, há alguns quilômetros do trevo para a cidade de Plácido de Castro. A partir daí ele entrou na mira do ministro que conduziu o processo eleitoral no Brasil, sendo identificado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) como um dos líderes das manifestações.

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