Um soldado da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) matou a tiros a esposa, grávida de três meses, antes de invadir um batalhão da polícia e atirar contra militares, deixando um deles morto e três feridos. O soldado foi encontrado morto nas dependências do 19º Batalhão da Polícia Militar (BPM), no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, onde estava lotado atualmente. A suspeita é que ele tenha tirado a própria vida.
Antes de chegar à sede do batalhão, Guilherme Barros teria atirado várias vezes na esposa, no município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR). O crime foi registrado no final da manhã de hoje. A mulher chegou a ser socorrida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos.
No Batalhão, a vítima foi identificada pela Polícia Militar como o tenente Wagner Souza. Ele não sobreviveu ao atentado e morreu no local. As vítimas que estavam no batalhão foram a major Aline Maria, o sargento Maurino Uchoa e o cabo Paulo Rebelo, que foram socorridos a unidades de saúde no Centro do Recife.
Os corpos do tenente e do soldado ficaram na sala de controle do batalhão e foram recolhidos pelo Instituto de Medicina Legal (IML) após a perícia do Instituto de Criminalística (IC).
A major Aline passou por cirurgia e foi encaminhada para a UTI, o cabo, ferido no ombro, está internado para avaliações médicas e o sargento foi atendido e já recebeu alta médica, informou a Polícia Militar.
A unidade de saúde confirmou que os dois pacientes com ferimento por projétil de arma de fogo deram entrada na emergência na manhã desta terça-feira, mas ressaltou que a instituição não tem autorização das famílias para divulgar o estado de saúde dos pacientes. O terceiro ferido foi atendido no Hospital da Restauração (HR), mas recebeu alta no início da tarde, pois o tiro o atingiu de raspão.
A Polícia Militar ainda informou que a Diretoria de Assistência Social foi acionada para prestar apoio aos familiares. A Diretoria de Polícia Judiciária Militar também foi chamada, pois “trata-se de crime tipicamente militar”.
Os fatos ocorridos na sede do batalhão serão apurados em Inquérito Policial Militar, enquanto a morte da mulher e do soldado Guilherme será apurada pela Polícia Civil.
“Determinei ao secretário de Defesa Social, Humberto Freire, e à Secretária da Mulher, Ana Elisa Sobreira, que prestem toda a assistência aos policiais militares baleados e aos familiares das vítimas fatais da ação criminosa do soldado Guilherme Barros”. (Paulo Câmara, governador de Pernambuco)
Em nota, a SDS (Secretaria de Defesa Social) informou que as forças de segurança estão atuando de forma integrada “para dar o suporte necessário aos feridos, colegas e familiares, além de investigar e coletar elementos que ajudem a elucidar as circunstâncias e a motivação dessa tragédia.”
A pasta ainda disse que, no momento, “não é possível repassar outras informações e é prematuro fazer conjecturas.”
“Neste momento de dor e comoção, solicitamos compreensão e respeito às vítimas, familiares, colegas de profissão e demais envolvidos”, diz nota.
A Associação de Cabos e Soldados também se pronunciou sobre o episódio.
“A Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados, Policiais e Bombeiros Militares e a Associação Nacional de Entidades Representativas de Policiais Militares e Bombeiros Militares lamentam profundamente a tragédia ocorrida na manhã desta terça-feira e se solidarizam com os familiares e amigos das vítimas desta terrível tragédia.”

