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Polícia retoma controle de prédios do STF e Planalto, mas Congresso segue tomado por terroristas

Por Redação Juruá em Tempo.8 de janeiro de 20233 Minutos de Leitura
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Grupos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro furaram um bloqueio montado pela Polícia Militar na Esplanada dos Ministérios e invadiram as sedes dos três Poderes – Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) – neste domingo. Os manifestantes terroristas, que promovem atos de vandalismo e de caráter golpista, estavam concentrados no Quartel-General do Exército, em Brasília, e desceram em direção à Esplanada.

No fim da tarde, a PM conseguiu expulsar os terroristas do prédio do STF e se dirigiu para o Palácio do Planalto, com uso de bombas de efeito de moral.

Os terroristas depredaram o interior do Congresso, do Planalto e do STF, em ações registradas e transmitidas pelas redes sociais. No entorno do Planalto, os bolsonaristas entraram em conflito com a polícia e subiram a rampa, uma semana após a cerimônia de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mesmo local.

O secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, se manifestou inicialmente em suas redes sociais classificando os atos golpistas como “cenas lamentáveis na Esplanada dos Ministérios”. Torres, ex-ministro da Justiça no governo Bolsonaro, não se encontra em Brasília neste domingo. Em outra publicação em suas redes, minutos depois, Torres adotou um discurso mais firme:

“É inconcebível a desordem e inaceitável o desrespeito às instituições. Determinei que todo efetivo da PM e da Polícia Civil atue, firmemente, para que se restabeleça a ordem com a máxima urgência. Vandalismo e depredação serão combatidos com os rigores da lei”, escreveu Torres.

Segundo o colunista do GLOBO, Lauro Jardim, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), decidiu demitir Torres por conta da condescendência com os atos golpistas neste domingo.

Mais cedo, o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou ter conversado com governadores sobre os atos antidemocráticos que acontecem pelo país e disse esperar que a polícia não precisasse agir para conter atos violentos desses grupos. No sábado, Dino assinou uma portaria autorizando o emprego da Força Nacional para conter protestos na Esplanada dos Ministérios.

“Ontem (sábado) conversei com governadores, inclusive que não são do nosso campo político. Queremos que a lei prevaleça e não haja crimes. Estou em Brasília, espero que não ocorram atos violentos e que a polícia não precise atuar”, escreveu ele.

A PM chegou a usar bombas de efeito moral para tentar conter os manifestantes. Um carro da polícia legislativa caiu no espelho d’água do Congresso. Vídeos compartilhados nas redes sociais também mostram alguns policiais conversando com bolsonaristas, em tom amistoso, enquanto se desenrolavam a alguns metros as invasões ao STF e ao Congresso.

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, o ministro da Justiça, Flavio Dino, e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, estão acompanhando as manifestações deste domingo em Brasília. Integrantes dos três Poderes avaliam pedir uma intervenção federal na segurança pública do DF.

Após conseguirem acessar o plenário do STF, os manifestantes golpistas promoveram quebra-quebra no local, sede do Poder Judiciário. Também há registros de atos de vandalismo no terceiro andar do Palácio do Planalto, local onde despacha o presidente Lula, chefe do Poder Executivo. Mais cedo, Lula viajou Araraquara (SP) neste domingo, para acompanhar os desdobramentos dos danos causados pela chuva na cidade.

 

Por: O Globo.
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