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Amazônia Legal: Acre desmatou 3 km² de floresta em janeiro

Por redação. 22/02/2023 08:59 Atualizado em 22/02/2023 09:00
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Dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) obtidos via Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) mostram que a área desmatada no Acre em janeiro reduziu em 63% na comparação com o mesmo período do ano passado.

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O estudo mostra que no primeiro mês do ano, o estado acreano desmatou uma área de três quilômetros quadrados. No mesmo mês no ano passado, essa área era de 8 km².

No acumulado de agosto de 2022 a janeiro de 2023, o estado registrou 436 km² de desmatamento. O número é 2% maior que o registrado entre agosto de 2021 a janeiro de 2022, que foi de 426 km² de destruição.

A Amazônia Legal teve 198 quilômetros quadrados de seu território desmatado em janeiro, o que também representa uma redução de 24% em relação a janeiro de 2022, quando o desmatamento somou 261 quilômetros quadrados.

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O desmatamento no estado acreano representou 1% do total na Amazônia Legal. No ranking dos estados com maior área desmatada, o Mato Grosso lidera a lista com a maior parte do percentual (43%), seguido por Rondônia (21%), Pará (12%) e Amazonas (10%), Rondônia (9%) e Maranhão (2%). Além do Acre, o Amapá e Tocantins representaram 1%.

Área de floresta sob risco

O Acre tem o quarto maior índice de área sob risco de desmatamento em 2023 na Amazônia Legal, com 1.269,34 quilômetros quadrados. Os dados são de um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) apresentados na plataforma PrevisIA. O Acre está atrás apenas dos três estados com maior território, Pará, Amazonas e Mato Grosso.

O PrevisIA funciona por meio de inteligência artificial que se baseia no monitoramento que o Imazon faz da derrubada de árvores, e compõe a estimativa dos estados. Segundo o mapa, o município acreano sob maior risco é Feijó, e o território indígena em maior perigo é o Kulina do Médio Juruá. Em relação às regiões do estado, o Baixo Acre é a que aparece em maior risco.

Do território acreano, a maior parte tem médio risco, com 544,11 km² (43%). Em seguida, 497,35 km² (39%) com alto risco, 165,58 km² (13%) e 55,5 km² (4%) em baixo risco. A menor porção do território está em risco muito alto, com 6,78 km² (0,53%).

Na região, das 803 áreas de proteção, 653 estão sob risco de desmatamento em 2023. O índice equivale a 81% rios protegidos. No Acre, a Reserva Extrativista Chico Mendes é a mais ameaçada, com 120 km2, o segundo maior em toda a região.

  • Fonte: g1 AC.
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