Início / Versão completa
Política

Reunião entre Lula, Haddad e Petrobras deve selar solução para gasolina

Por Veja Abril. 28/02/2023 10:16 Atualizado em 28/02/2023 11:36
Publicidade

Depois de uma segunda-feira intensa de reuniões para resolver o imbróglio da volta da cobrança de impostos federais sobre os combustíveis, pelo menos mais um encontro acontece nesta terça-feira, 28, antes da oficialização da reoneração da gasolina e do etanol. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne às 9h30 com os ministros Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) e com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, para alinhar uma solução que diminua o impacto da volta da cobrança do PIS/Cofins no bolso do consumidor.

Publicidade

A Fazenda confirmou a reoneração da gasolina e do etanol, com impacto de 28 bilhões de reais na arrecadação, mas não detalhou as alíquotas. Na noite de segunda-feira, Haddad afirmou para jornalistas que a Petrobras pode usar um “colchão” para absorver parte do impacto do aumento dos combustíveis. Para isso, não seria necessário mexer na política de paridade internacional, o chamado PPI. “[O uso do colchão] dentro do PPI significa respeitar o PPI. Significa que a atual política de preços da Petrobras tem um colchão que permite aumentar ou diminuir o preço dos combustíveis e ele pode ser utilizado”, disse. A última vez que a Petrobras ajustou o preço da gasolina foi em 25 de janeiro, com elevação de 7,46% no litro na refinaria.

Atualmente, o combustível vendido pela Petrobras está 7% mais caro que no mercado internacional, ou 21 centavos nas refinarias, segundo a Abicom, associação dos importadores de combustíveis. O impacto do aumento do PIS/Cofins e Cide combustíveis para o consumidor é de 0,69 centavos na bomba, segundo cálculos também da Abicom. Segundo a equipe de comunicação do Ministério da Fazenda, a alíquota de combustíveis fósseis será maior que a de biocombustíveis.

A modificação do PPI foi uma promessa de campanha de Lula e desagrada o mercado financeiro, que teme o aumento de interferência do governo como a política de congelamento de preços adotada no governo de Dilma Rousseff (PT). Na última sexta-feira, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, defendeu que o governo mantivesse a desoneração dos combustíveis, uma medida herdada da gestão de Jair Bolsonaro, até que o Conselho da Petrobras se reunisse em abril para discutir a política de preços. A ala política do PT teme o impacto que a alta no preço da gasolina pode ter na popularidade do presidente, em especial na classe média.

Publicidade

A desoneração dos impostos federais sobre os combustíveis foi uma medida aprovada pelo Congresso Nacional em julho passado com a articulação do governo de Jair Bolsonaro. A medida que também fixou um teto permanente de ICMS sobre o combustível nos estados determinou a isenção dos impostos federais nos combustíveis até dezembro de 2022. O governo Lula prorrogou a medida por 60 dias para gasolina e etanol, prazo que vale até esta terça-feira, e estendeu até o fim do ano a isenção sobre o diesel e o gás de cozinha.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.