Início / Versão completa
COTIDIANO

Amazônia Legal: desmatamento no Acre mais que dobra em fevereiro e atinge sete quilômetros quadrados

Por Redação Juruá em Tempo. 22/03/2023 13:13 Atualizado em 24/03/2023 09:11
Publicidade

Foram registrados sete quilômetros quadrados de desmatamento no Acre em fevereiro deste ano dentro da Amazônia Legal. Isso representa um aumento de 133%, ou mais que o dobro, em relação ao mês de janeiro, quando foram desmatados 3 km². Os dados foram divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Publicidade

Em fevereiro de 2022, o desmatamento registrado também foi de três quilômetros quadrados.

No acumulado de agosto de 2022 a fevereiro de 2023, o estado acreano registrou 443 quilômetros quadrados de desmatamento. O número é 3% maior que o registrado entre agosto de 2021 e fevereiro de 2022, que foi de 429 km² de destruição.

A Amazônia Legal teve 325 quilômetros quadrados de seu território desmatado em fevereiro, o que também representa uma alta de 7% em relação a fevereiro de 2022, quando o desmatamento somou 303 quilômetros quadrados.

Publicidade

O desmatamento no estado acreano representou 2% do total na Amazônia Legal. No ranking dos estados com maior área desmatada, o Mato Grosso lidera a lista com a maior parte do percentual (48%), seguido por Pará (19%), Amazonas (17%), Rondônia (6%), Roraima (6%), Maranhão (1%) e Tocantins (1%).

Área de floresta sob risco

O Acre tem o quarto maior índice de área sob risco de desmatamento em 2023 na Amazônia Legal, com 1.269,34 quilômetros quadrados. Os dados são de um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) apresentados na plataforma PrevisIA. O Acre está atrás apenas dos três estados com maior território, Pará, Amazonas e Mato Grosso.

O PrevisIA funciona por meio de inteligência artificial que se baseia no monitoramento que o Imazon faz da derrubada de árvores, e compõe a estimativa dos estados. Segundo o mapa, o município acreano sob maior risco é Feijó, e o território indígena em maior perigo é o Kulina do Médio Juruá. Em relação às regiões do estado, o Baixo Acre é a que aparece em maior risco.

Do território acreano, a maior parte tem médio risco, com 544,11 km² (43%). Em seguida, 497,35 km² (39%) com alto risco, 165,58 km² (13%) e 55,5 km² (4%) em baixo risco. A menor porção do território está em risco muito alto, com 6,78 km² (0,53%).

Na região, das 803 áreas de proteção, 653 estão sob risco de desmatamento em 2023. O índice equivale a 81% rios protegidos. No Acre, a Reserva Extrativista Chico Mendes é a mais ameaçada, com 120 km2, o segundo maior em toda a região.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.