Início / Versão completa
COTIDIANO

Encontro inédito dos Ashaninkas com os caiapós mostra troca de saberes na educação, medicina e proteção territorial

Por redação. 13/03/2023 11:17
Publicidade

Em contraste com as tragédias que assolam os ianomâmis e os guarani kaiowá na luta pelo seu território, um oásis de floresta protegida e com fartura de alimentos desponta no Oeste do Acre, na fronteira com o Peru, onde está a aldeia Apiwtxa, na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia. Uma área de floresta amazônica preservada, com rio limpo, animais bem alimentados e imensas árvores que atraem pássaros sagrados. Nela, os ashaninkas colhem o que plantaram há 30 anos, quando conseguiram a demarcação.

Publicidade

Orgulhosos por sua resistência às invasões de madeireiros e de seringueiros e pelo reflorestamento de 3 milhões de árvores nos 87,2 mil hectares de sua área, eles são um exemplo de segurança alimentar, autossuficiência e preservação da cultura, cosmologia e espiritualidade. A comunidade Apiwtxa ganhou em 2017 o Prêmio Equatorial das Nações Unidas, dado a iniciativas indígenas para a redução da pobreza e o desenvolvimento sustentável. Ainda preocupa a pressão de narcotraficantes e a construção de estradas do lado peruano, mas os ashaninka investem parte de suas receitas em tecnologia para monitorar suas terras.

O sucesso dos parentes do Acre despertou a curiosidade de um grupo de líderes e guerreiros caiapós, que percorreu mais de 2 mil quilômetros, desde o sul do Pará, na divisa com Mato Grosso, para um encontro inédito das duas etnias.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.