Início / Versão completa
TUDO AQUI 2

Rio Branco tem mais de 400 pessoas vivendo nas ruas, revela prefeitura

Por redação. 06/03/2023 14:49 Atualizado em 06/03/2023 14:50
Publicidade

O aumento no número de moradores de rua na capital Rio Branco tem chamado muito a atenção nos últimos meses. Além dos imigrantes, na sua grande maioria venezuelanos, que passam pelo Acre em busca de dinheiro para seguir viagem, há muitos indígenas, alcoólatras e usuários de droga peregrinando pelas ruas da cidade.

Publicidade

Um levantamento divulgado pela Prefeitura de Rio Branco aponta que mais de 400 pessoas estão vivendo em situação de rua. O número, assustador, revela a desigualdade social e a frágil política de assistência social que existe na cidade. No interior do Acre, nos demais municípios, a situação não é muito diferente desta.

Em comparação ao mesmo período no ano anterior, o Centro Pop -órgão da prefeitura que atende essas pessoas com distribuição de alimentação- alega que houve aumento no número de moradores de rua: 95 a mais que 2021, quando foram contabilizadas 325 nesta situação.

O diretor de Assistência da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (Sasdh) de Rio Branco, Jéfferson Barroso, em média 125 pessoas almoçam no local diariamente. O espaço fica bem no Centro da cidade, próximo ao Palácio do Governo, Fórum do Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa.

Publicidade

“A complexidade (dos casos) é uma questão de saúde pública no Brasil inteiro. Ainda não há uma clareza no processo de desintoxicação. A fase de se chegar a uma comunidade terapêutica é justamente após ter passado por uma série de atendimentos, que também depende do usuário”, destacou numa entrevista à Rede Amazônica.

Dados do Núcleo de Apoio e Atendimento Psicossocial (Natera) do Ministério Público do Acre estimam que existam em torno de 500 pessoas em situação de rua na capital. O MP atende essa população e fiscaliza para que direitos sejam garantidos. A instituição aponta ainda que os serviços oferecidos pelo poder público estão defasados.

“O mesmo conjunto de serviços e equipamentos do ano de 2012 para aquela realidade é o mesmo conjunto de equipamentos e serviços em 2023, sendo que a população quadruplicou desde lá até agora. É uma conta que não fecha. Alguém vai ficar sem atendimento e esse atendimento pode não ser tão efetivo como poderia ser”, frisou o coordenador do Natera, Fábio Fabrício.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.