Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • Grave! Operação resgata 44 indígenas em condições análogas à escravidão
  • Após acusação de comentário racista em chat de debate da Ufac, professora se retrata: “Fui infeliz”
  • Bolsonaro segue na UTI e apresenta piora na função renal, diz boletim médico
  • Alerta INMET chuva: Tempestade atinge 4 estados hoje (14)
  • PM intensifica combate ao tráfico e apreende mais de 2 kg de cocaína em Cruzeiro do Sul
  • Deracre discute convênio com Exército para concluir pista em Santa Rosa
  • Reajuste no diesel entra em vigor neste sábado após anúncio da Petrobras
  • Sábado no Acre terá calor, sol entre nuvens e chuvas passageiras; máximas chegam a 34°C
  • Em sete dias, operação ambiental aplica mais de R$ 3 milhões em multas por desmatamento no Acre
  • Imposto de Renda 2026: Prazo começa segunda; veja regras (16)
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
domingo, março 15
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»Brasil

Aceleração do desmatamento deixa o Brasil propício para uma nova pandemia, dizem especialistas

Por Redação Juruá em Tempo.16 de maio de 20234 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

Cientistas veem o Brasil como provável berço de uma futura pandemia. A rápida destruição da floresta tropical deixou 1,5 milhão de quilômetros quadrados de terra prontos para um microrganismo transmitido por morcegos infectar humanos.

Nas profundezas da floresta amazônica, cientistas dizem que a próxima pandemia do mundo pode começar em uma caverna. No Pará, a caverna Planaltina, que se estende por mais de 1,5 quilômetro de profundidade, é o lar de milhares de morcegos.

Muitas outras cavernas como essa existem em toda a Amazônia. Inúmeros habitats – e espécies de morcegos nativos deles – permanecem completamente não estudados ou descobertos.

O próprio Brasil abriga o terceiro maior número de espécies de morcegos do mundo. Alguns dos vírus mais devastadores do mundo surgiram de morcegos. Cientistas estão estudando como e por quê, na esperança de prevenir futuras pandemias como a Covid-19.

Mas com financiamento limitado, nove cientistas entrevistados pela reportagem dizem que não esperam desvendar esses mistérios patogênicos tão cedo. Além disso, afirmam que a humanidade teve sorte de evitar um grande surto viral da região até agora.

“Se você não fizer isso agora, pode haver outros surtos no futuro e acabar na situação que estamos hoje de não saber de onde vem esse surto, de onde vem o SARS-CoV-2. E isso é um grande problema, porque se não soubermos identificar o caminho que esse vírus percorreu, a questão evolutiva e como chegou ao homem, não podemos combatê-lo”, afirma Sebastien Charneau, professor do Instituto de Biologia da Universidade de Brasília (UnB).

O Brasil tem mais terra do que qualquer outro país onde as condições são propícias para que um vírus se espalhe de morcegos para humanos – áreas denominadas “zonas de salto”.

Uma análise da Reuters descobriu que as zonas de salto brasileiras cresceram mais de 40% nas últimas duas décadas. Isso é 2,5 vezes mais rápido do que áreas de risco semelhantes em todo o mundo. Impulsionando o risco está o rápido desmatamento da região amazônica.

Cientistas dizem que a prática causa estresse em morcegos. Estudos apontam que, quando estressados, eles podem carregar mais vírus e liberar mais germes em sua saliva, urina e fezes.

“É muito triste saber que temos um grande potencial para descobrir e prevenir novas epidemias, novas pandemias, e isso não está sendo levado em conta, ninguém está pensando nisso. Pelo contrário, estamos tendo neste momento um investimento muito grande no desmantelamento do ambiente”, diz Ludmilla Aguiar, bióloga da UnB.

A destruição do habitat dos morcegos disparou durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A administração reverteu regulamentações ambientais e cortou o financiamento para pesquisas científicas. Sob seu comando, o sistema de saúde do Brasil estremeceu diante da Covid-19.

Bolsonaro deixou a presidência em janeiro de 2023. Seu advogado disse que o ex-presidente se recusou a comentar.

Cientistas e especialistas em saúde alertam que o país ainda está mal equipado para detectar um agente causador de doenças perigoso – apesar das chances de um novo vírus emergir da região serem altas.

O sucessor de Bolsonaro – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – prometeu eliminar o desmatamento no Brasil até 2030. Mas isso exigiria que ele reformulasse a lei brasileira – e legisladores poderosos aliados ao lobby agrícola do Brasil não facilitarão seus esforços.

Um representante agrícola disse à reportagem que o grupo apoia seus esforços para deter o desmatamento ilegal, mas que o desmatamento legal é necessário para garantir a segurança alimentar e energética.

O Ministério da Saúde disse que monitora diariamente o risco de transmissão zoonótica por meio de várias redes e programas e está estudando formas de melhorar a vigilância.

Enquanto isso, o desmatamento continua em ritmo constante. Cada nova incursão oferece mais uma oportunidade para um novo e mortal agente causador de doença emergir e se espalhar para o resto do Brasil e para o mundo.

Por: CNN Brasil.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.