Início / Versão completa
Acre

Inadimplência no cartão de crédito cresceu mais de 30% no Acre em 2022

Por g1. 10/05/2023 10:33 Atualizado em 12/05/2023 13:42
Publicidade

A taxa de inadimplência no cartão de crédito chegou a uma média de 2,9% no Acre em 2022, segundo um levantamento do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre com base em dados do Banco Central. De acordo com o monitoramento, o índice representou um aumento de 30,5% em relação a 2021.

Publicidade

O estudo apontou que o endividamento entre pessoas físicas chegou a 3,3%. Já entre pessoas jurídicas o índice chegou a 1,9%, levando a média aos 3% no geral.

Em 2021, a média geral ficou em 2,2%, com inadimplência de 2,6% entre pessoas físicas e 1,3 de pessoas jurídicas.

Ainda no levantamento, é possível observar que o saldo total de operações com cartão de crédito no Acre cresceu 22% no ano passado, chegando a R$ 12,9 milhões.

Publicidade

“O saldo do crédito para pessoas físicas cresceu 24,6% no período enquanto que o saldo para pessoas jurídicas cresceu 15,5%”, diz o estudo.

Endividamento no Acre

Um levantamento da Serasa Experian publicado em janeiro desse ano mostra que, em 2022, o valor da dívida negativada saiu de R$ 1.129.019.001 em novembro para R$ 1.129.242.636,10 em dezembro. Já com relação ao mesmo período de 2021, o aumento foi de 16%, já que dezembro de 2021 o valor era de R$ 976.039.886.

Ao mesmo tempo que o número de pessoas inadimplentes no Acre teve uma redução tímida de menos de 1%, o valor médio continuou acima de R$ 1 bilhão. Midiã Viana, que assessora a Serasa na Região Norte, ressalta a importância da população acreana renegociar suas dívidas. A pessoa pode retomar o seu poder de compra podendo realizar diversas outras tarefas com o dinheiro antes dedicado a pagar somente a dívida.

“Com o nome negativado é impossível ter crédito no mercado, logo, quanto melhor é sua vida financeira, maior a chance de aprovação de crédito, contratação de empréstimos, financiamentos e no caso de inadimplência, a melhor forma de regularizar suas dívidas. Com o nome limpo a pessoa retoma o poder de compra e crédito no mercado, podendo realizar sonhos, como abrir o próprio negócio, viajar, estudar, comprar uma casa ou um carro e assim, movimentar a economia” explicou.

Pesquisa CNC

Também foi divulgada uma pesquisa da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) relativas ao Endividamento e Inadimplência do Consumidor em 2022, mostrou que ao menos 77,9% das famílias brasileiras estão endividadas. No Acre, este valor é distinto: em dezembro do ano passado, o percentual era de 81,2%, representando 92.724 famílias.

No caso do Acre, dos endividados com contas em atraso, 12,8%, ou seja, 14.598 famílias encontram-se inadimplentes; e 3,1% não têm condições de pagar suas dívidas. De acordo com o assessor da presidência da Fecomércio-AC, este percentual é menor do que o verificado em dezembro de 2021, época em que o total de famílias endividadas no Estado era de 90,1%, equivalente a 101.551 famílias.

PL sugere educação financeira

Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) no dia 3 de maio sugere a implementação de um programa de educação financeira nas escolas da rede pública do Acre.

O PL é de autoria do deputado Eduardo Ribeiro (PSD). A ideia é que os conceitos básicas sobre educação financeira sejam transmitidos às crianças, adolescentes e jovens por meio de conteúdo prático, brincadeiras e jogos lúdico e interativo.

Ao g1, o deputado destacou que no Acre milhares de pessoas estão endividadas e que a educação financeira vai ajudar os alunos a desenvolverem habilidades financeiras básicas que vão ser importantes para suas vidas futuras, independentemente de suas escolhas de carreira.

“Sugerimos a criação de um programa de educação financeira nas escolas da rede estadual de ensino, como é feito o Proerd, que é um programa importante para questão da redução da violência. A ideia é que, desde criança, os alunos possam obter esses conhecimentos e, assim, contribuir com sua família e com seu próprio futuro, sabendo da importância de ter uma saúde financeira”, disse o deputado.

Conforme o PL, o programa deve:

  • trabalhar conceitos de finanças pessoais, classificação de gastos: receitas e despesas, trabalhos com orçamento familiar, balanço positivo e negativo e suas consequências, reconhecimento dos diferentes meios de pagamentos disponíveis;
  • discutir ações sobre princípios que envolvam consumo e descartes conscientes de itens de uso, utilização responsável de linhas de crédito, economizar para o futuro com foco na formação de patrimônio por meio de compras conscientes;
  • desenvolver habilidades a fim de que as crianças possam reconhecer as suas prioridades dentro de uma determinada escala, trabalhar com o planejamento de metas e ações, estruturação de atividades com foco em criação de fundo de reservas, habilidades básicas para entendimento sobre os cálculos de juros;
  • trabalhar ações que valorizem a força do trabalho, com o intuito de alcançar a independência financeira.
Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.