Início / Versão completa
COTIDIANO

Internações hospitalares decorrentes por uso de álcool no Acre crescem 2,4%

Por redação. 20/06/2023 12:53
Publicidade

Cresceram em 2,4% as internações hospitalares decorrentes do uso do álcool entre 2019 e 2020, últimos dados disponíveis, no Estado do Acre. Em 2019 ocorreram 172,4 internações por 100 mil habitantes e, no ano seguinte, 176,7 internações/100.000 h.

Publicidade

Em Rio Branco, os bebedores que após ingerir bebida alcoólica vão dirigindo o veículo cresceram. Comparando dados de 2020 e 2021, esse grupo saiu de 3,4 para 4,4 pessoas por 100 mil habitantes.

Os dados são do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) que divulgou nesta segunda-feira (19) dossiê sobre os acidentes provocados pelo uso de álcool no país. Segundo os participantes, as pessoas geralmente bebem pelas mesmas razões referidas nas motivações individuais. A socialização, o relaxamento e os sentimentos de alegria são percebidos, novamente, como os principais motivadores para o consumo de álcool pela população em

geral. Consensualmente, apontam a forte presença do álcool na tradição e na cultura, e sua grande influência no comportamento individual.

Publicidade

O documento revela que 10.887 pessoas perderam a vida em decorrência da mistura de álcool com direção em 2021, o que dá uma média de 1,2 óbito por hora.

Segundo o levantamento, cerca de 5,4% dos brasileiros relataram dirigir após beber, índice que tem apresentado estabilidade, na média, no país.

No País, apesar de alarmante, a taxa de mortes por 100 mil habitantes de 2021 foi 32% menor que a de 2010, quando a Lei Seca ainda tinha apenas dois anos. O número de mortos por ano caiu de sete para cinco por 100 mil habitantes no período.

Os números de óbitos e hospitalizações variam bastante de acordo com o estado. Enquanto Tocantins (11,8), Mato Grosso (11,5) e Piauí (9,3) registram mais de nove óbitos a cada 100 mil habitantes por acidentes motivados pelo consumo de álcool, Amapá (3,6), São Paulo (3,5), Acre (3,5), Amazonas (3,2), Distrito Federal (2,9) e Rio de Janeiro (1,6) não chegam nem a quatro óbitos por 100 mil habitantes.

PRF – A Polícia Rodoviária Federal lembrou nesta segunda-feira Nesta segunda-feira (19), os 15 anos de criação da lei que incluiu no Código de Trânsito Brasileiro a tolerância zero à mistura álcool e direção e outras substâncias capazes de alterar a forma de condução dos veículos.

Popularmente conhecida como Lei Seca, a mudança eliminou a tolerância que, até então, não previa punição a motoristas que dirigissem após o consumo de pequenas quantidades de álcool. A partir da mudança, conduzir veículos em via pública com qualquer teor de álcool no organismo passou a caracterizar infração de trânsito gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação por 12 meses.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.