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Israel nega vistos a representantes da ONU após declarações de Guterres

Por Redação Juruá em Tempo.25 de outubro de 20232 Minutos de Leitura
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Uma nação, duas visões: Há 72 anos, era fundado Israel

O embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Gilad Erdan, anunciou que seu país negará vistos a representantes da ONU após as declarações do secretário-geral António Guterres. Essa medida foi tomada em reação às declarações de Guterres sobre o ataque realizado pelo grupo terrorista Hamas em 7 de outubro. Israel considerou as declarações do secretário-geral parciais e pediu pela sua renúncia.

Gilad Erdan destacou que Israel já começou a implementar essa nova política e negou um visto ao subsecretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Martin Griffiths. Em uma entrevista à rádio do Exército israelense, o embaixador afirmou que é hora de dar uma lição aos funcionários da ONU.

Em uma reunião do Conselho Geral da ONU, António Guterres declarou que os ataques do Hamas não ocorrem no vácuo, mas são resultado de 56 anos de ocupação por parte de Israel. O secretário-geral também ressaltou que a população palestina tem sido afetada pela contínua expansão dos assentamentos israelenses e pela violência.

Para o governo de Israel, as declarações de Guterres demonstraram parcialidade. O chanceler israelense, Eli Cohen, questionou em que mundo Guterres vive e acusou o secretário-geral de tolerar o terrorismo ao afirmar que os ataques do Hamas não ocorreram no vácuo. O embaixador Gilad Erdan também afirmou que Guterres perdeu toda a moralidade e imparcialidade.

Dani Dayan, presidente do Museu do Holocausto de Jerusalém, Yad Vashem, criticou os comentários de Guterres. Ele argumentou que o ataque do Hamas em 7 de outubro foi genocida em suas intenções e extremamente brutal em sua forma. Dayan enfatizou que a diferença em relação ao Holocausto é que os judeus hoje têm um Estado e um Exército, e que não estão indefesos.

Após os massacres perpetrados pelo grupo terrorista Hamas em Israel há mais de duas semanas, o governo israelense comparou suas ações às do Estado Islâmico e ao genocídio nazista de milhões de judeus. Israel afirmou que as atrocidades cometidas pelo Hamas foram o pior massacre contra judeus desde o Holocausto.

Por: Estadão.
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