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sexta-feira, julho 19, 2024

PF indica que empresário atingiu rosto de filho de Moraes em aeroporto de Roma

Por Redação O Juruá em Tempo.

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PF indica que empresário atingiu rosto de filho de Moraes em aeroporto de Roma

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O inquérito da Polícia Federal que investiga a conduta de brasileiros acusados de hostilizar em Roma o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), indica que a mão do empresário Roberto Mantovani atingiu o rosto de Alexandre Barci, filho do magistrado.

Em reconstituição feita no inquérito, de acordo com as imagens do circuito interno do aeroporto internacional da capital italiana, a PF diz que Mantovani e sua esposa, Andreia Munarão, aparentemente discutiram e gritaram com o filho de Moraes.

O documento mostra capturas de tela dos vídeos com legendas da análise policial.

Enquanto Andreia gritava com Barci, diz a análise da PF, Mantovani “se prostra diante do filho do ministro e em seguida parece desafiá-lo”.

“Roberto [Mantovani] parece afrontar e desafiar o filho do ministro, confrontando-lhe, enquanto Andreia, aparentemente, continua a gritar, apontando o dedo indicador para ele ou para alguém próximo”, diz o documento da PF.

Em seguida, a imagem mostra que Mantovani, mais alto que Barci, “parece se impor” e decide afrontar o filho do ministro “de forma intimidativa, ‘peitando-o'”. “De repente, Roberto começa a levantar o braço com as costas da mão direita voltadas para Barci”, descreve a reconstituição.

“Na sequência, Roberto Mantovani parece bater as costas de sua mão direita no rosto de Alexandre Barci, vindo a atingir os óculos deste e, aparentemente, deslocá-los. Os óculos não chegam a cair no chão devido a uma discreta esquiva da vítima.”

Depois de dizer que “parece bater”, a PF afirma na legenda de uma das imagens: “momento em que a mão de Roberto Mantovani atinge o rosto de Alexandre Barci”.

Após esse momento, o filho do ministro levanta a mão com um celular para gravar a atitude do empresário, que recua.

Nesta quarta-feira (4), o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito, retirou o sigilo dos autos, com exceção dos vídeos. Ele também adiou o inquérito, a pedido da Polícia Federal, por mais 60 dias.

Moraes acionou a PF após a hostilidade contra ele e sua família na Itália, no dia 14 de julho. A polícia instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da abordagem e também de uma possível agressão ao filho do ministro.

A polícia investiga, além de Mantovani e de Andreia Munarão, o genro do empresário, Alex Zanata Bignotto, e seu filho, Giovanni Mantovani.

Na ocasião, o ministro do Supremo e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) relatou ter sido chamado de “bandido, comunista e comprado”, segundo informações colhidas pelos investigadores.

Os defensores dos envolvidos no episódio têm dito que não partiu deles a hostilidade contra o magistrado.

Segundo a análise da PF, quando o ministro esperava na sala VIP do aeroporto, Mantovani percebeu a sua presença e “esticou o braço e chamou sua esposa, Andreia Munarão, que caminhava logo à sua frente, para mostrar que o ministro estava logo à direita do casal”.

Em seguida, após a confusão, eles retornaram após aproximadamente sete minutos pelo mesmo corredor, “observando o interior da sala VIP onde o ministro Alexandre de Moraes e sua família havia entrado”.

“Cerca de 50 minutos após o término da discussão, o ministro Alexandre de Moraes sai da sala VIP com sua esposa; ambos observam o saguão na direção para onde havia se dirigido a família Mantovani”, acrescenta o relato da PF.

O empresário, ao chegar ao Brasil, minimizou o ocorrido e disse que houve “um entrevero” com familiares do ministro. A família negou ter hostilizado Moraes e afirmou ter apenas reagido a ofensas recebidas.

A defesa disse inicialmente que seu cliente “afastou” o filho do magistrado com o braço, mas, em entrevista posteriormente, declarou não haver clareza se pode ter sido “um empurrão ou um tapa”.

A defesa considerou injustificável e desproporcional o cumprimento de mandados de busca e apreensão dias após a confusão. A polícia afirmou na ocasião que investigava “os crimes de injúria, perseguição e desacato praticados contra ministro do STF”.

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