Társis Hárife Soares Barros, de 26 anos, foi executado com diversos disparos de arma de fogo na noite desta quinta-feira (30), durante uma ação criminosa atribuída a integrantes da facção Bonde dos 13 (B13), no Ramal do Brás, na região do bairro Belo Jardim 2, no Segundo Distrito de Rio Branco.
Cinco suspeitos foram presos: Adaildo da Silva Gomes, Jairo Gabriel Pereira de Oliveira, Ana Cláudia de Moura Silva, João Victor de Souza Lima e Kenedy Virgino Nascimento. Eles deverão responder por homicídio, cárcere privado, roubo, porte ilegal de arma de fogo e possível participação em organização criminosa.

Segundo informações da Polícia Militar, moradores da Cidade do Povo acionaram o Centro de Operações Policiais Militares (Copom) após presenciarem criminosos invadindo uma residência, rendendo a proprietária e tomando de assalto um veículo Peugeot 207, de cor cinza.

Pouco depois, uma nova denúncia relatou que o mesmo grupo foi visto colocando à força um homem dentro do carro e seguindo em direção ao Ramal do Brás.
Diante das informações, a Polícia Militar montou um cerco tático. Equipes da Força Tática do 2º Batalhão acessaram a região pelo Ramal Macarrão, enquanto a ROTAM entrou pelo acesso da BR-364.
A interceptação ocorreu quando a ROTAM localizou o Peugeot trafegando em sentido contrário. Dentro do veículo estavam Adaildo, Jairo, Ana Cláudia e João Victor.
Durante a abordagem, os policiais apreenderam uma pistola Taurus calibre .40 municiada com duas munições intactas e uma escopeta calibre 12 com cinco cartuchos, além de um cartucho já deflagrado.

Durante interrogatório preliminar, os suspeitos confessaram que haviam executado a vítima cerca de um quilômetro à frente.
Minutos depois, equipes da Força Tática localizaram o corpo de Társis Hárife Soares Barros às margens do ramal, com múltiplas perfurações provocadas por disparos nas costas, tórax e cabeça.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e enviou uma ambulância de suporte avançado. No local, a equipe médica apenas constatou o óbito.
Policiais militares isolaram a área para os trabalhos da perícia criminal. Após os procedimentos periciais, o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML) para exames cadavéricos.

Mãe e filha eram mantidas reféns
Ainda durante a ocorrência, um dos presos revelou que a vítima havia sido mantida anteriormente em cárcere privado em uma residência na Cidade do Povo.
Com base na informação, equipes da Força Tática se deslocaram até o endereço e localizaram três suspeitos no imóvel, entre eles Kenedy Virgino Nascimento.
No local, os policiais encontraram a proprietária da casa e a filha dela mantidas sob cárcere privado. As vítimas foram libertadas sem ferimentos graves.
Outros dois criminosos conseguiram fugir pelos fundos da residência e seguem sendo procurados.
Crime ligado à guerra entre facções
De acordo com a Polícia Militar, os elementos colhidos apontam para a atuação de um grupo criminoso estruturado, com divisão de tarefas e planejamento prévio.

As investigações iniciais indicam que cada integrante desempenhava uma função específica, incluindo invasão da residência, sequestro da vítima, transporte, vigilância, execução e manutenção das reféns.
Ainda conforme relato dos próprios detidos, o crime teria sido motivado pela disputa entre facções criminosas rivais.
Os presos afirmaram integrar o Bonde dos 13 (B13), e a execução teria sido ordenada em razão de conflitos com integrantes do Comando Vermelho.
Os cinco suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Flagrantes (Defla), junto com as armas apreendidas e o veículo recuperado.
O caso será investigado inicialmente pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) e, posteriormente, ficará sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

