Início / Versão completa
TUDO AQUI 2

Extrativismo no Acre tem crescimento de 6,6% em 2022

Por Renato Menezes, do g1 AC. 02/10/2023 10:08 Atualizado em 03/10/2023 18:39
Publicidade
Acre produz mais 10 mil toneladas de borracha e castanha e se destaca em pesquisa do IBGE — Foto: Agência Pará/Divulgação e SOS Amazônia

O valor de produção de produtos vegetais, como de castanha-do-brasil, e da silvicultura, como a borracha, foi o maior dos últimos 12 anos em 2022. Isto é o que aponta a Pesquisa do Extrativismo Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada na última quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Publicidade

No geral, o valor de produção da PEVS é dado como o maior dos últimos 12 anos e em 2022 este valor totalizou R$ 123,1 milhões, um crescimento de 6,6% comparado a 2021. Em 2022, os grupos alimentícios (53%) e madeiras (42,2%) responderam por 95,2% do valor de produção.

Conforme o levantamento, em 2022 foram produzidas mais de 9,1 toneladas de castanha, que encerrou o ano com um valor de produção de R$ 58,6 milhões, crescendo 12%. O IBGE aponta ainda que o produto vegetal foi o grande responsável pelo aumento pelo adicional de valor bruto gerado (83%), que vem em uma recuperação de preços.

Os cinco principais municípios produtores de castanha são:

Publicidade
  • Xapuri (21%);
  • Brasiléia (17%);
  • Rio Branco (17%);
  • Sena Madureira (15%);
  • Epitaciolândia (11%).

O Alto Acre é responsável por 50% da castanha coletada no Acre, Baixo Acre vem com 34% e Purus, 15%.

Borracha

A produção de borracha, responsável por 4,8% do valor bruto, fechou o ano com preço médio de R$15 o quilo, e 389 toneladas exploradas em 2022.

Xapuri concentra quase 40% da produção de borracha do AC em 2022 — Foto: Reprodução TV TEM

Os cinco principais municípios produtores de borracha são:

  • Xapuri (38%);
  • Sena Madureira (19%);
  • Tarauacá (10%);
  • Brasiléia (8%);
  • Feijó (5%).

Novamente, o Alto Acre foi responsável por 49% da borracha coletada no Acre. Purus vem em seguida com com 19%, Tarauacá/Envira com 18% e Baixo Acre com 14%.

Madeira

O grupo madeiras, formado por madeira em tora, lenha e carvão vegetal, fechou 2022 com um valor de produção de R$ 43,4 milhões, com variação estável de -0,25% do valor bruto, após ter passado por um crescimento expressivo da extração em 2021 em relação a 2020.

O levantamento mostra que a extração da madeira fechou em mais de 409 metros cúbicos (m³), um recuo de 7,6%, puxado pela redução da extração da madeira manejada nos dois principais munícipios: Feijó e Rio Branco. No município do interior, a extração em 2022 foi de 89.479m³ (redução de 34,8% em relação a 2021) e na capital acreana, a extração ficou em 75.683m³ (redução de 36,7%).

Queda na produção de madeira não foi maior em razão da variação positiva em Porto Acre — Foto: Valdecir Galvan/RPC Ponta Grossa

A queda no total extraído de madeira não foi maior, segundo os dados, em razão da variação positiva registrada em Porto Acre, que explorou 74.990 m³, um crescimento de 56,2% em relação a 2021.

As principais regionais são Baixo Acre (46% do volume explorado) e Tarauacá/Envira, com 36%.

Com relação à produção de lenha, a PEVS captou uma continuidade na queda da extração, em razão da substituição do produto por fontes de energia alternativas, ou então pela aquisição de lenha de outro estado, como é o caso de Rondônia.

Os quatro principais municípios produtores de lenha são:

  • Cruzeiro do Sul: 58.523 m³;
  • Marechal Thaumaturgo: 31.500 m³;
  • Tarauacá: 30.000 m³;
  • Feijó (25.500 m³).
Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.