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Política

Lula pede cautela e defende tom moderado em relação a Milei, dizem interlocutores

Por CNN Brasil. 20/11/2023 15:05
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 13/11/2023REUTERS/Ueslei Marcelino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a integrantes do governo e ao PT que mantenham o tom cauteloso em relação ao presidente eleito da Argentina, Javier Milei.

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Embora as críticas ao novo governo sigam mobilizando alguns líderes petistas, a prioridade agora, dizem interlocutores do presidente, tem de ser preservar a relação bilateral.

Fontes próximas a Lula ouvidas pela CNN não esconderam em reservado a preocupação. De um lado, há quem aposte que Milei pode acabar adotando uma postura mais ponderada depois que se sentar na cadeira de presidente.

“O fato é que, uma vez eleito, Milei vai ter que governar. Tem limite do que ele pode fazer na política sem criar prejuízos para a própria Argentina”, disse à CNN uma pessoa próxima de Lula.

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Ainda assim, ainda há no entorno do presidente um temor de um impacto relevante na relação com o país vizinho, principalmente no comércio bilateral.

Ontem à noite, Lula foi às redes sociais e desejou sorte ao novo governo, mas sem citar diretamente o nome de Milei.

A mensagem foi aberta com uma declaração de respeito à democracia argentina e encerrada com um aceno pelo trabalho conjunto entre os dois países.

“Desejo boa sorte e êxito ao novo governo. A Argentina é um grande país e merece todo o nosso respeito. O Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto com nossos irmãos argentinos”, escreveu o presidente.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, seguiu tom parecido, mas incluiu em sua manifestação nas redes uma defesa do Mercosul. A tendência, segundo fontes próximas à cúpula do PT, é que o tema continue aparecendo nas falas da presidente petista nos próximos dias.

Gleisi retorna nesta semana ao trabalho na Câmara dos Deputados, depois de ter passado por uma cirurgia cardíaca no início de outubro.

Por outro lado, chamou a atenção a manifestação do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Paulo Pimenta, que destoou da orientação que circula nos bastidores.

Questionado nesta segunda-feira se Lula telefonaria a Milei para parabenizá-lo, Pimenta rebateu: “Eu não ligaria, só depois que ele ligasse para me pedir desculpas. Ofendeu de forma gratuita o presidente Lula. Cabe a ele o gesto, como presidente eleito, ligar para se desculpar.”

A fala do ministro foi mal recebida por alguns aliados do presidente, que viram na fala do ministro da Secom uma “provocação desnecessária” ao novo presidente da Argentina.

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