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Detentos do Acre que fugiram do presídio de Mossoró foram acusados de traição e estão jurados de morte pelo CV

Por Redação Juruá em Tempo.20 de fevereiro de 20243 Minutos de Leitura
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Tratados inicialmente como lideranças dentro do Comando Vermelho, os detentos do Acre Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, conhecido como “Deisinho” ou “Tatu”, fugitivos da Penitenciária Federal em Mossoró (RN), foram expulsos do Comando Vermelho (CV) e estão jurados de morte. A informação foi divulgada pelo jornal Metrópoles.

Segundo a coluna Na Mira, Rogério e Tatu pertenciam à facção até tentarem fugir do Presídio Antônio Amaro Alves (AC), em julho de 2023. A decretação das mortes partiu da liderança do CV no estado, justificada por suposta traição da dupla, que pretendia fundar a própria organização criminosa.

As informações, confirmadas por fontes ligadas à investigação, reforçam a hipótese inicial de que a dupla estaria escondida na mata desde a fuga histórica de uma prisão de segurança máxima, registrada na última quarta-feira, 14, e sem apoio das lideranças do CV.

Ainda segundo as fontes ouvidas pela coluna Na Mira, “como ex-integrante do Comando Vermelho, a dupla não teria apoio de outras organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção originariamente paulista, ou do Sindicato do Crime, criada no Rio Grande do Norte, pois esse tipo de traição não é aceita em qualquer tipo de facção”.

Informações levantadas pela investigação apontam, ainda, que a dupla foi jurada de morte por ordem dos presos Railan Silva dos Santos e Selmir da Silva Almeida Melo, atualmente custodiados na Penitenciária Federal em Mossoró.

Os dois detentos são apontados pelas autoridades do Acre como principais lideranças do CV no estado. “Nesse tipo de situação, para uma traição como a imputada a Rogério e Deibson, a punição definida é a morte”, relatou a fonte.

Rebelião

Em julho de 2023, uma rebelião que durou mais de 24 horas terminou com cinco detentos mortos no presídio de segurança máxima Antônio Amaro Alves (AC), na capital acreana. Três dos detentos assassinados ainda foram decapitados.

A rebelião começou depois de presos do CV invadirem a ala de rivais das facções B13 e Primeiro Comando da Capital (PCC). Deibson e Rogério estariam ligados a essa rebelião e foram transferidos para o presídio federal de Mossoró após o massacre.

Na ocasião, eles também teriam tentado executar Railan e Selmir, os líderes do CV no Acre, para fundar uma nova facção. O plano acabou frustrado, e a dupla em fuga acabou expulsa da facção e jurada de morte.

Sétimo dia de buscas

Nesta terça-feira, 20, a caçada aos detentos chegou ao sétimo dia. Ao todo, 600 policiais estão engajados nas buscas. As buscas se concentram em um raio de, aproximadamente, 15km da penitenciária.

Na segunda-feira, 19, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, autorizou a atuação da Força Nacional, após pedido do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A força-tarefa terá, assim, o reforço de 100 servidores e 20 carros da corporação.

Com informações do Metrópoles

Por: Redação O Juruá em Tempo.
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