A BR-364, nas proximidades de Cruzeiro do Sul, foi liberada nesta segunda-feira, 13, após mais de 4 horas de interdição promovida por moradores de ramais da região, que reivindicavam melhorias urgentes nas estradas vicinais. A desobstrução da rodovia ocorreu depois de uma chamada de vídeo entre os manifestantes e o presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), Gilberto Lucas, intermediada pelo representante local da autarquia, Amauri Sinhô, com a mediação da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O gestor assumiu o compromisso de atender as principais demandas apresentadas pelos agricultores, especialmente no Ramal 2 e em outras comunidades da região. Diante da garantia, os manifestantes decidiram encerrar o protesto e liberar o tráfego de veículos.
Após o compromisso firmado durante a videoconferência, os moradores desmontaram o bloqueio e o trânsito voltou a fluir normalmente nos dois sentidos da BR-364.
O agricultor Antônio Francisco Ribeiro da Silva, morador do Ramal 2, explicou que a mobilização foi motivada pela falta de condições de acesso à comunidade. Segundo ele, os moradores cobram a instalação de bueiros, serviços de aterro e revestimento com camada vegetal em pontos críticos da estrada.
“O médico não consegue entrar na comunidade há três meses por falta de acesso. O transporte escolar também está prejudicado e não temos como escoar nossa produção”, relatou o agricultor, afirmando ainda que promessas anteriores não foram cumpridas.

De acordo com os moradores, máquinas chegaram a realizar intervenções no ramal, mas os serviços executados não resolveram os problemas enfrentados pela população. Eles afirmam que decidiram bloquear a BR-364 para chamar a atenção das autoridades e conseguir um compromisso direto da direção do Deracre.
Enquanto aguardavam a liberação da rodovia, dezenas de motoristas enfrentaram horas de espera. O microempresário Jonas Fran Bezerra Telle, morador de Cruzeiro do Sul, seguia viagem para Porto Velho quando foi surpreendido pelo bloqueio.“Cheguei por volta das seis horas da manhã e já estava há mais de quatro horas esperando. Minha programação era dormir em Rio Branco hoje, mas com o atraso vou precisar pernoitar em Feijó. Isso aumenta a viagem em pelo menos um dia”, contou.

