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COTIDIANO

Mãe e filho prematuro com 17 dias de vida são resgatados de bairro alagado em Rio Branco

Por Redação O Juruá em Tempo. 29/02/2024 08:35 Atualizado em 29/02/2024 17:25
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Uma mãe e seu bebê de apenas 17 dias de vida foram resgatados, na manhã desta quarta-feira, 28, no Bairro Cadeia Velha. Moradora da Rua Peru, que está mais de 1 metro submersa, Crisciele estava sem energia elétrica e isolada, uma vez que os vizinhos já haviam deixado suas casas.

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O marido dela trabalha no Parque de Exposições para uma empresa terceirizada e só retornaria para o apartamento mais tarde. Porém, com as subidas constantes do nível do Rio Acre, Crisciele e o pequeno Rodrigo acabaram ilhados.

O resgate foi feito por assessores do deputado federal Roberto Duarte (Republicanos), que estão diariamente nos bairros, prestando assistência às vítimas da enchente. Cerca de 450 famílias já foram obrigadas a deixar suas casas em Rio Branco.

Crisciele e o pequeno Rodrigo, na triagem do Parque de Exposições, onde vivem os desabrigados

O assessor Carlos Ferreira, que socorreu Crisciele e o bebê, conta que a equipe foi até o local atender outra ocorrência, porém, o morador já havia saído. Quando estavam se preparando para voltar, foram alertados de que uma mãe em recuperação da cesariana e um bebê recém-nascido precisavam de ajuda.

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“Foi então que a gente pegou o barco e se dirigiu até lá. Ela havia tirado os pontos da cirurgia há apenas dois dias e nos contou que o bebê é prematuro de sete meses. Pegamos a bacia de banho dele, forramos, deitamos ele lá e retiramos os dois do local”, relata, orgulhoso do feito, o assessor parlamentar.

Mãe e filho foram levados ao Parque de Exposições e acompanhados durante todo o trajeto pela equipe do deputado Roberto Duarte. Trabalhadores da prefeitura foram orientados pelos assessores a terem um cuidado especial com a mãe recém-cirurgiada e o bebê prematuro, que passam bem e deverão encontrar o pai ainda nesta quarta.

Carlos Ferreira (de chapéu): “Foi coisa de Deus”

“Foi coisa de Deus, não tem outra explicação. Quando vi aquele bebê indefeso e correndo riscos em meio à enchente, quase chorei. Também sou pai e carreguei ele no braço como se fosse meu filho. Em meio a tanta tristeza, o que a gente precisa é fazer o bem. E ela ficou muito feliz e agradecida por esse apoio”.

O assessor aproveita para recomendar aos moradores de bairros alagadiços que, em tempos de enchente, telefonem com antecedência ao Corpo de Bombeiros (193) para solicitar resgate. “Não esperem a água chegar na varanda”.

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