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COTIDIANO

Acreana ganha direito de receber medicamento de mais de R$ 20 mil pelo SUS, após ação da Defensoria Pública

Por Redação O Juruá em Tempo. 22/05/2024 16:52
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A Justiça do Estado do Acre determinou que Giovanna Reateghi da Silva, de 19 anos, receba o medicamento Eculizumab 300mg, essencial para o tratamento da Síndrome Hemolítica-Urêmica Atípica (SHUa). A medição que não é fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi assegura graças a uma ação da Defensoria Pública do Acre.

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Giovanna, que sofreu complicações severas após um parto prematuro, foi diagnosticada com SHUa, uma condição que provoca danos nos vasos sanguíneos dos órgãos vitais e pode resultar em insuficiência renal permanente. Internada na UTI, a jovem necessitava urgentemente do medicamento Eculizumab, único tratamento capaz de estabilizar sua condição.

Apesar da gravidade do caso, o fornecimento do medicamento foi negado inicialmente, baseando-se nos protocolos do SUS que não incluem a Eculizumab como indicação para o SHUa. Frente a essa negativa, a Defensoria Pública atuou prontamente para assegurar o direito de Giovanna à saúde.

“Nosso dever é garantir que os direitos fundamentais dos cidadãos sejam respeitados, especialmente em situações de urgência médica como essa”, afirmou a subdefensora pública-geral do Acre, Juliana Marques, responsável pelo caso. O mandado de segurança destacou que a saúde é um direito constitucional e que o Estado tem a obrigação de fornecer os meios necessários para a proteção da vida, argumentando que a recusa do medicamento violava os princípios de dignidade humana e de acesso universal à saúde.

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A relatora do caso, atendeu ao pedido de liminar, determinando o fornecimento da medicação no prazo de 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 500. A decisão reconheceu a gravidade da condição de Giovanna e a necessidade urgente do medicamento, reafirmando que a saúde e a vida são direitos fundamentais garantidos pela Constituição.

Sobre o medicamento

O medicamento não é vendido em farmácias e só pode ser obtido por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a AGU, a unidade do medicamento custava R$ 21,7 mil, em meados de 2018. De acordo com o Ministério da Saúde, o medicamento eculizumab não faz parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais ao SUS (Rename), sendo ofertado apenas por meio de demandas judiciais para atender casos específicos.

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