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COTIDIANO

Pesquisadores da Embrapa Acre destacam-se com estudos sobre inseticidas naturais da Amazônia

Por Redação O Juruá em Tempo. 27/05/2024 10:13 Atualizado em 27/05/2024 14:30
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A Embrapa Acre ganha destaque nacional com a inclusão de seu trabalho sobre o uso de plantas amazônicas para o desenvolvimento de inseticidas naturais no livro “Inseticidas botânicos no Brasil: aplicações, potencialidades e perspectivas”. A publicação, realizada pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), reúne uma década e meia de pesquisas inovadoras de diversas instituições.

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O livro, que já está disponível para compra, enfatiza a riqueza da biodiversidade amazônica e seu potencial inexplorado na entomologia, a ciência que estuda os insetos e suas relações com o ambiente e outras espécies. Um dos capítulos, co-autoria do pesquisador Murilo Fazolin e outros especialistas da Embrapa Acre, foca no óleo essencial de pimenta-de-macaco (Piper aduncum L.), uma planta nativa da região, como um promissor inseticida botânico.

Fazolin ressalta a importância da bioprospecção, a busca por compostos naturais com potencial industrial, e a necessidade de expandir as pesquisas sobre óleos essenciais. O estudo não apenas aborda o uso do óleo de pimenta-de-macaco como inseticida, mas também explora tendências globais, como a aromaterapia com essências amazônicas.

A pesquisa envolveu um esforço colaborativo entre profissionais de diferentes áreas, incluindo André Fábio Medeiros Monteiro, Fernando Wagner Malavazi e a engenheira agrônoma Joelma Lima Vidal Estrela. O trabalho meticuloso de caracterização genética e seleção de espécies resultou em uma coleção diversificada no Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa Acre, que conta com mais de 700 materiais.

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O aprimoramento da pimenta-de-macaco para produção de óleo com alto teor de dilapioll é um dos resultados notáveis do estudo, que também incluiu o manejo adequado da planta para otimizar a produção. A Embrapa Acre se estabelece como referência em pesquisas com óleos essenciais, contribuindo significativamente para o conhecimento científico da região e do país.

Os resultados promissores apontam para a possibilidade de uso comercial do dilapiol como inseticida botânico e como complemento aos inseticidas convencionais, aumentando a eficácia no controle de pragas agrícolas. Embora o óleo essencial tenha demonstrado potencial em testes de campo, ainda são necessários ajustes para sua formulação e aplicação industrial. Fazolin expressa otimismo quanto ao futuro, antecipando avanços significativos quando o produto for formulado para testes como agente sinérgico.

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