Após vencer eleições, Nicolás Maduro chama Milei de ‘lixo’ e ‘fascista’ em discurso
Após sair vitorioso das eleições realizadas na Venezuela neste domingo, 28, Nicolás Maduro deu seu primeiro discurso e chamou Javier Milei, presidente da Argentina, de “lixo” e ditador. Além disso, o chavista declarou que o chefe de estado é um “ditador”, “fascista” e que “vende” a própria pátria.
As declarações foram dadas após tensões entre os dois políticos. Antes de o resultado oficial das eleições ser divulgado, Javier Milei fez uma publicação no X (antigo Twitter) afirmando que Maduro é um ditador comunista e que a Argentina não reconheceria outra fraude na votação.
Durante discurso, apoiadores de Maduro passaram a cantar “Milei, lixo, você que é a ditadura”. Posteriormente, o presidente repete a frase e acrescenta que o chefe de estado argentino é um “covarde”. “Não aguentaria um round (comigo)”, pontuou o líder chavista.
https://twitter.com/eixopolitico/status/1817785294260764693?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1817785294260764693%7Ctwgr%5E1411d884a91cff31c844f09ce47461c519d30b2e%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fistoe.com.br%2Fapos-vencer-eleicoes-nicolas-maduro-chama-milei-de-lixo-e-fascista-em-discurso%2F
Além disso, Maduro declarou que Milei “parece um monstro” e é “estúpido”.
Eleições na Venezuela
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) declarou Nicolás Maduro vencedor das eleições presidenciais depois da meia-noite com 51,2% dos votos contra 44,2% do opositor Edmundo González Urrutia.
A autoridade eleitoral, controlada pelo chavismo, estimou uma participação de 59% com 80% das atas examinadas, descrevendo a tendência como “irreversível”.
Pouco antes, a oposição tinha denunciado irregularidades na transmissão das atas e a expulsão arbitrária de testemunhas das assembleias de voto. “Estamos observando um número significativo de centros de votação onde estão retirando nossas testemunhas. Outros onde se recusam a transmitir o resultado da ata”, afirmou Delsa Solórzano, representante da oposição junto da CNE. Edmundo González, principal candidato da oposição, enfatizou que “os resultados são inegáveis”.