Início / Versão completa
internacionais

EUA pedem relação de votos e Milei afirma que Maduro foi derrotado na Venezuela

Por Veja Abril. 29/07/2024 08:58
Publicidade

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, manifestou nesta segunda-feira 29 “grave preocupação” com a possibilidade do resultado das eleições presidenciais da Venezuela não represente a realidade.

Publicidade

Segundo Blinken, há evidências de que a vitória de Nicolás Maduro não esteja alinhada “à vontade do povo”. Blinken pediu apuração “justa e transparente”.

“Os Estados Unidos têm sérias preocupações de que o resultado anunciado não reflete a vontade nem os votos do povo venezuelano e pedem que as autoridades eleitorais publiquem uma relação detalhada dos votos”, afirmou Blinken.

O comunicado acontece após o Conselho Nacional Eleitoral do país, órgão federal controlado pela ditadura, apontar vitória com 51% dos votos de Maduro.

Publicidade

Nos últimos meses, pesquisas de opinião apontavam que o favorito na corrida eleitoral era Edmundo González Urrutia, candidato que substituiu a líder da oposição, María Corina Machado, que foi impedida de concorrer pelo regime chavista.

O presidente da Argentina, Javier Milei afirmou que reconhece a vitória da oposição. Milei pediu que o presidente Maduro deixe a presidência da república.

“Os resultados mostram vitória esmagadora da oposição e mundo aguarda que Maduro reconheça a derrota depois de anos de socialismo, miséria, decadência e morte”, afirmou Milei.

“Ditador Maduro, fora! Os venezuelanos decidiram acabar com a ditadura comunista de Nicolás Maduro. Os dados apontam uma vitória acachapante da oposição e o mundo espera o reconhecimento desta derrota depois de anos de socialismo, miséria, decadência e morte. A Argentina não vai reconhecer outra fraude e espera que as Forças Armadas defendam a democracia e a vontade popular desta vez”, prosseguiu o argentino.

O líder do Uruguai, Luis Lacalle Pou, de centro-direita, por sua vez, também rejeitou a vitória governista.

“Não se pode reconhecer um triunfo se não se confia na forma e nos mecanismos utilizados para chegar nele”, escreveu ele, nas redes sociais.

Além dos presidentes da Argentina e do Uruguai, governos de esquerda da América Latina também optaram pela cautela sobre os resultados.

Gabriel Boric, do Chile, afirmou que “os resultados são difíceis de acreditar”, enquanto o chanceler da Colômbia, Luis Gilberto Murillo, que é presidida por Gustavo Petro, também de esquerda, exigiu “contagem total dos votos”.

“O regime de Maduro deve compreender que os resultados são difíceis de acreditar. A comunidade internacional e especialmente o povo venezuelano, incluindo os milhões de venezuelanos no exílio, exigem total transparência das atas e do processo”, escreveu Boric nas redes sociais. “Do Chile não reconheceremos nenhum resultado que não seja verificável”, concluiu.

“Os resultados mostram uma vitória esmagadora da oposição e mundo aguarda que Maduro reconheça a derrota depois de anos de socialismo, miséria, decadência e morte”, declarou.

Os governos do Peru, Costa Rica e Guatemala também demonstraram cautela quanto ao resultado.

Chanceler do Peru, Javier González-Olaechea afirmou que convocará o embaixador do país na Venezuela para consultas diante do “grave anúncio oficial das autoridades eleitorais venezuelanas”.

Na Guatemala, o mandatário Bernardo Arévalo disse ter recebido a vitória de Maduro “com muitas dúvidas”.

“A Venezuela merece resultado transparente, preciso e que corresponda à vontade do povo”, disse Arévalo.

A mesma linha foi seguida pela Costa Rica. O presidente, Rodrigo Chaves, considerou a vitória como “fraudulenta”.

Na Europa, o governo da Espanha, através do ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, pediu para que o processo sofra averiguação externa.

“Queremos total transparência e pedimos a publicação das atas mesa por mesa. Queremos que se garanta transparência. A chave é essa publicação de dados, mesa por mesa, para que sejam verificáveis”, disse.

Aliados de Maduro apoiam vitória governista

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou Maduro. Moscou afirmou que a relação bilateral entre Rússia e Venezuela continuará “estratégica”. E disse que os dois países vão desenvolver ações conjuntas em “todas as áreas”.

Em Cuba, o ditador Miguel Díaz-Canel cumprimentou Maduro através da rede social X, ex-Twitter. “Hoje triunfou a dignidade e o valor do povo venezuelano sobre pressões e manipulações”, escreveu.

Na China, o Ministério das Relações Exteriores de Pequim afirmou que está “disposto a enriquecer a associação estratégica” com Caracas.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.