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sexta-feira, julho 19, 2024

Lula pretende concluir rota rodoviária que integra Acre, RO e MT à Bolívia e ao Peru até o final de seu mandato

Por Redação O Juruá em Tempo.

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Nesta terça-feira, 09, durante visita oficial à Bolívia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discorreu sobre vários assuntos e citou a rota que integra o Acre aos países andinos, ressaltando que sem estabilidade política e jurídica não há desenvolvimento social e econômico.

“Até o final de meu mandato, quero concluir a principal rota rodoviária do Quadrante Rondon, que integra os estados do Acre, de Rondônia e do Mato Grosso, à Bolívia e ao Peru”, discursou o presidente durante o fórum com empresários do Brasil e da Bolívia, em Santa Cruz de La Sierra.

“O setor produtivo tem plena consciência da importância do estado de direito para o bom funcionamento da economia”, disse. “Assim como a pobreza e as desigualdades estão na origem de instabilidades de toda ordem. Os empresários sabem que podem ser tão vítimas das arbitrariedades de um regime autoritário quanto os trabalhadores”, acrescentou.

Ele destacou o desejo dele e do presidente da Bolívia, Luis Arce, de que as indústrias dos dois países se desenvolvam, para que não vendam apenas produtos primários, afirmando que energia renovável é fundamental para a neo industrialização, já que o Brasil e a Bolívia têm recursos energéticos e minerais abundantes.

“Investir em energia solar, eólica, hidrelétrica é imperativo da transição energética e uma grande oportunidade para criar empregos de qualidade para nossos jovens”, destacou o presidente, ressaltando o potencial brasileiro e boliviano de produzir energia limpa e de liderar a transição energética na região.

Além disso, Lula afirmou que o bloco deve se converter em plataforma para os mercados mundiais de minerais estratégicos e componentes de alta tecnologia. “Queremos agregar valor ao lítio e a outros minerais críticos aqui mesmo no coração da América do Sul (…) Como países amazônicos e membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) devemos alicerçar nossa visão de desenvolvimento sustentável na bioeconomia e na biotecnologia (…) Brasil e Bolívia devem exportar sustentabilidade”, mencionou.

“Não é preciso buscar uma caldeira ou um trator na China, quando há opções no âmbito do Mercosul”, concluiu ele.

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