Início / Versão completa
Polícia

Jovem de 21 anos é presa em flagrante após afogar bebê recém-nascido

Por A Gazeta do Acre. 23/10/2024 17:56
Publicidade

Uma jovem de 21 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), nessa terça-feira, 22, acusada de matar seu filho recém-nascido por afogamento em Boca do Acre. A prisão foi efetuada por agentes da 61ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), após o corpo da criança ser encontrado sem vida na residência da acusada.

Publicidade

De acordo com o delegado Gustavo Kallil, a suspeita deu à luz na segunda-feira, 21, e, no dia seguinte, afogou o bebê em uma banheira. O caso veio à tona quando a equipe médica do hospital, onde o parto foi realizado, levantou suspeitas após a mulher deixar o local sem realizar os exames pós-parto.

“Depois do parto, a equipe médica ficou em alerta pois a mulher não teria feito o pré-natal e, também, não teve nenhum acompanhamento médico durante a gravidez. Eles disseram que a liberariam depois que ela fizesse alguns exames laboratoriais, para saber como estava a saúde dela e a do bebê”, falou o delegado.

Segundo o delegado, os exames laboratoriais constataram que ela seria portadora de uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) e, possivelmente, a criança também. Quando os médicos foram notificá-la, a mulher já tinha ido embora do hospital.

Publicidade

“Então a equipe médica foi até a casa da mulher e, durante a conversa, ela se identificou com outro nome e negou que teria dado à luz naquele dia. Ela disse, ainda, que teria ido ao hospital apenas para tomar soro. Então os profissionais procuraram pelo bebê na casa e, quando foram examiná-la, perceberam que ele estava morto”, contou o delegado.

De acordo com Gustavo Kallil, ao ser questionada, a mulher disse que teria afogado o bebê em uma banheira. Então a equipe policial do Capitão Bruno foi acionada ao local e efetuou a prisão da mulher em flagrante.

“Foi designada uma psicóloga para ouvir a mulher, a fim de atestar suposta influência do estado puerperal, o que caracterizaria, em tese, o delito de infanticídio, mas acreditamos que o crime tenha sido premeditado. Um dos motivos é que a mãe, em nenhum momento, demonstrou sentimento de dor, sofrimento ou sequer chorou. Inclusive, a psicóloga relatou não ter percebido qualquer sentimento de culpa por parte da mãe, além dela se mostrar consciente e lúcida”, disse o delegado.

Segundo o delegado, a gravidez era desconhecida por toda a família, inclusive pelo pai do bebê, uma vez que a mulher nunca comentou sobre a gestação para ninguém.

A autora responderá por homicídio e estará à disposição da Justiça.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.