A eleição para a Subseção da OAB no Juruá, realizada no dia 22 de novembro, está protagonizando uma polêmica que tem deixado muitos advogados perplexos. Após a vitória da Chapa 1, liderada pelos advogados Rafael Dene e Jamily Fontes, contra a Chapa 2, que comandava a subseção há 17 anos, imaginava-se que o resultado representaria o respeito à democracia e à escolha dos eleitores.
No entanto, 14 dias após a decisão da Comissão Eleitoral, que deferiu por unanimidade a candidatura de Rafael Dene, a Chapa 2 surpreendeu ao entrar com recurso contra o resultado. O caso agora está sendo analisado pelo pleno da Seccional da OAB/AC, que, segundo advogados ouvidos sob anonimato, tem sido acusado de parcialidade por ser composto por integrantes da gestão do presidente Rodrigo Aiache.
Fontes relatam que há uma articulação nos bastidores para anular a eleição e convocar um novo pleito, excluindo a participação de Rafael Dene, algo inédito na história da OAB/AC. A situação levantou questionamentos sobre a imparcialidade do processo, especialmente porque a candidatura foi regularmente deferida pela própria Comissão Eleitoral da Seccional da OAB/AC.
Para muitos, a possibilidade de anulação do pleito soa como um “tapetão”, minando a credibilidade da Ordem e da democracia interna da instituição. A classe jurídica aguarda o desfecho com apreensão, temendo precedentes que possam fragilizar os princípios eleitorais dentro da OAB.

