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‘Quase morri na mão de um policial que estava desequilibrado’, diz jovem jogado de ponte

Por Redação Juruá em Tempo.9 de dezembro de 20243 Minutos de Leitura
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Marcelo Amaral, de 25 anos, homem jogado do alto de uma ponte, em São Paulo, pelo policial militar Luan Felipe Alves Pereira, de 29 anos, falou ao Fantástico, da TV Globo, neste domingo, dia 8. No domingo passado, acontecia um baile funk. Amaral contou, em depoimento, que não estava no local e que só passava de moto pela região quando se deparou com diversos policiais com cassetetes.

“Quase morri na mão de um policial que estava desequilibrado. Não tem o que falar. O que passou na mente dele pra ele me jogar da ponte?”, afirmou o jovem dizendo que se assustou quando viu os PMs correndo em sua direção. Um deles era o soldado Pereira, que faz parte de um batalhão de Diadema, na grande São Paulo, e trabalha na Rocam, a Ronda Ostensiva com Apoio de Motos.

Novas imagens do dia do crime mostram que Amaral parou em cima da ponte, desceu da moto e saiu correndo. Em seguida, os policiais foram atrás dele. Naquele momento, segundo a vítima, o policial o agrediu com golpes de cassetete na cabeça e nas costas. No entanto, a câmera de segurança mostra apenas quando ele volta com dois policiais.

Segundo a vítima, o policial o ameaçou dizendo: “Você tem duas opções: ou você pula da ponte, ou eu jogo você e sua motocicleta daqui”. De acordo com Amaral, ele respondeu: “Eu não sou ladrão e a minha moto não é roubada. Minha moto tá certinha. Nada de errado”.

Depois disso, aconteceu o momento que viralizou nas redes sociais: o soldado pega o jovem pela perna e o arremessa do alto da ponte. “Uma sensação horrível, a partir do momento que ele falou pra mim que ia me jogar da ponte, eu não sei voar. É impossível”, contou.

Em seu depoimento à policia, o jovem contou que caiu dentro de um córrego, que é bem raso. Ele caiu de joelhos e foi socorrido por moradores da região. A queda foi de 3 metros e 70 centímetros. Segundo ele, o ferimento na cabeça foi resultado dos golpes de cassetete do soldado. Ele levou 8 pontos.

O policial foi preso depois de ter sido filmado jogando o jovem dominado e desarmado. Os advogados dele dizem que os PMs foram hostilizados no baile funk. “Se ele errou, ele já está pagando pelo erro. E diga-se de passagem, caro”, afirmou o advogado Raul Marcolino.

“Imagine você, cidadão de bem, à flor da pele, numa situação de estresse. A gente tem a certeza de que isso de algum modo contribuiu para o cenário. Não estamos dizendo se justifica ou não. Nós não estamos dizendo da atitude dele. Nós estamos dizendo basicamente é de um cenário, um contexto que existe por trás”, disse o advogado Wanderley Alvez.

Por: Isto É.
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